sexta-feira, 21 de junho de 2013

Cansei de tentar entender

Vou colocar aqui algumas frases e citações que peguei de uma pessoa e fazer algumas considerações:

"Às vezes sentir saudades é ridículo."

"São pequenos pedaços até que não reste nada
 São apenas restos de seu antigo eu
 Basta respirar para seu próprio bem
 Mas se você está esperando algo que o traga de volta"
 
 
 
 
"Saudades de algumas coisas....."
 
 
 
 
"Vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes, às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim
Eu vou, vou voando pela vida
Sem querer chegar"
 
 
"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança."

Não, não é ridículo sentir saudades, não é nem um pouco. Nâo é desonra, não é sinal de fraqueza, não é indício de pequenez sentir falta de alguém. A saudade é um sentimento de falta de algo que se quer, de algo que se gosta. A saudade expressa a vontade ou de voltar no tempo ou de estar perto. No primeiro caso, é impossível, no segundo, aí sim é ridículo quando se pode e não se mover para estar ao lado de quem se gosta.
Apenas olhar pela janela esperando que o caminho traga alguém de volta não é garantia de que isso vá acontecer. Abrir a porta e andar na direção, aí sim, surte efeito.
Não podemos vincular favores à obrigações. Não se prende ninguém pelos favores prestados, pela gratidão e eu, mais do que ninguém sou exemplo disso.
No amor, não há privações, não há desejos irrealizáveis, não há prisões, não há proibições. Estar com alguém limitando suas ações é como guardar o arco íris apenas no sol ou apenas na chuva.
Para que o arco íris aconteça, é necessário os dois opostos, sol e chuva, juntos!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Brasil

Eis então que agora as redes sociais fervilham com as mais diversas fotos e mensagens exaltando o movimento nacional de protesto. É o assunto do momento e todos os brasileiros estão se sentindo orgulhosos com o poder de mobilização, com a força do povo, com o aglomerado de pessoas que reclamam e buscam melhores direitos e serviços.
A mais efusiva, a mais comentada das frases trás um sentido muito abrangente, muito mais amplo, com um significado muito mais importante e forte: O gigante acordou!
Esta frase faz uma analogia em referência ao tamanho do Brasil e o seu povo, espalhado pelos mais diversos cantos da nação. O povo está se comparando ao tamanho de sua nação, à importância de seu poder.
Lindo e ufânico. Acho cedo demais. Precipitado mesmo.
Opinião minha, única e própria. Que me perdoem os mais entregues à esta onda verde-amarela.
Já fui rebelde, partidário, anarquista e revoltado. Já tive este sangue correndo quente nas veias com a vontade de mudar tudo em um instante. Aprendí que perde-se a propriedade, perde-se o rumo.
Precisamos fazer uma projeção, precisamos ver mais adiante os reflexos, as consequências do que estamos fazendo neste momento. Precisamos abrir os olhos e entender a quem este movimento prejudica e também a quem ele beneficia.
Sim, quais são os grupos, os partidos políticos, as entidades politicamente organizadas que tirarão proveito da força do povo.
Obviamente que temos todo o direito de reivindicar, buscar melhorias, transparência, honestidade e entrega das pessoas que escolhemos para nos representar. É a base da democracia o livre direito de expressão. Não falo disso.
Falo que historicamente o nosso país sempre foi e sempre será dividido pelo bipartidarismo. Sempre fomos classificados como direita e esquerda. Os que são contra e os que são a favor de quem está no comando.
Não conseguimos derrubar, não conseguimos acabar com a cultura do político desonesto. Apenas tiramos a camisa de um para vestir em outro. Sempre foi assim. Lutamos pela independência, lutamos para acabar com a ditadura, para derrubar Collor, para tirar o PSDB do poder, estamos lutando para tirar o PT e logo em seguida, se nada mudar, estaremos lutando para tirar o próximo, ou pior, os próximos partidos políticos que assumirão o poder com o passar dos mandatos.
Não mudamos a nossa inabilidade em votar, não mudamos o nosso sentido de levar vantagens ou agradar os conhecidos, receber e retribuir favores, não mudamos o nosso péssimo hábito de reclamar de tudo.
Analisando a situação, como o país se comportará na próxima semana, nos próximos meses em relação à esta onda de protestos? Até quando as pessoas conseguirão se reunir em passeatas pacíficas sem que os governantes tomem atitudes mais severas? Até quando estas passeatas surtirão efeitos? Quais serão as baixas? De qual lado elas ocorrerão? Quem serão os mártires e os vilões?
Claro, haverão mártires, haverão exemplos, heróis. Somos movidos pelos atos de bravura coletiva...
Qual é a pauta?
Sim, estamos lutando, nos reunindo, parando o Brasil por qual motivo? 20, 30 centavos de real por trecho de ônibus percorrido? Há algo além disso... Precisamos especificar nossos objetivos. Traçá-los estrategicamente.
Estamos sendo influenciados pela esquerda ou pela direita? Estamos sendo manipulados por partidos políticos, pela mídia ou realmente cansamos de esperar algo mudar?
Quem são nossos líderes?
Sim, sou a favor disto tudo que está acontecendo, da mobilização, dos aglomerados urbanos parando ruas, avenidas, cidades e até o Brasil. Que assim seja. Vamos sim à luta e se for verdade o que diz nosso hino, dela não fugiremos.
Só peço aos bravos brasileiros... Muito cuidado ao aceitarmos as armas com as quais vamos lutar.
Sou totalmente contra a presença de bandeiras de partidos políticos nestes movimentos de protestos.
Nem sempre quem nos fornece armas para a luta quer a nossa liberdade...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

dia dos namorados

borboleta


Conselhos

Entenda que não são as alegrias e as satisfações que deixarão você forte e alerta. Entenda que não é o ato de amar e ser amado que dará a você a confiança necessária para enfrentar as maiores dificuldades.
Aprenda com o tempo que para saber defender, se faz necessário ser atacado.
Saiba que por mais belas que sejam as flores, são justamente as raízes que proporcionam sua beleza e estas estão escondidas abaixo da terra, úmidas e escuras.
Compreenda que não é de bom sentido cortar as raízes para viver de aparências. Assim murcha-se a alma. Entenda que flor eternamente bonita é flor de plástico. E plástico não vive.
Aceite que na vida a história é mais importante que a geografia pois importa mais de onde você veio do que saber onde você está no momento. A sua posição geográfica pode mudar de uma hora para outra, seu passado não.
Aprenda com a solidão e com o silêncio pois ambos têm as melhores respostas. O murmurinho de muitas opiniões serve apenas para confundir nossas cabeças. Os conselhos, por melhores que sejam, carregam sempre algum interesse de quem os dá.
Seja grato aos favores recebidos porém não condicione sua vida a eles. viva livre, aceite o que lhe derem e retribua apenas com o que pode e não lhe fará falta. Liberdade em primeiro lugar.
Humildade é fundamental para enfrentar os erros, retroceder e tentar de novo é de uma coragem inigualável. Abster-se de vergonhas e conceitos nesta hora é primordial. Peça desculpas mas não se lamente se estas não forem aceitas. 
Aceite seus erros e viva com as consequências deles.
Escolha bem o que vai plantar pois é deste terreno que irá tirar seu alimento no futuro. Aceite as cercas que delimitam o seu território, cuide do seu jardim para que suas roças sejam tão férteis quanto necessárias. 
Não se alimente muito, nem de comida nem de ilusões. A indigestão de ambos é horrível.
Aprenda com as dores, elas criam casca, cicatrizam e nos tornam únicos e diferentes. E, acredite, é justamente a nossa individualidade e a nossa diferença que farão se aproximarem de nós as pessoas que realmente importam.
Não colecione  pessoas... Deixe-as livres para irem e virem quando quiserem. Não as alimente de coisas e sim de histórias. Isso irá garantir a presença delas sem interesses.
Não tenha medo de perder e nunca, mas nunca mesmo, perca a vontade de procurar pois é durante a busca que encontramos as maiores e mais satisfatórias surpresas.
E o principal, o mais importante: O amor é uma profusão de sentimentos e interesses. O amor é um conjunto dos mais diversos sentimentos. Prepare-se para amar.

A dança dos átomos

A ciência nos mostra que a cada ciclo de aproximadamente seis meses todas as células do corpo humano são renovadas. 
Ora, sabemos que as células são formadas por elementos químicos que em conjunção dão forma às estruturas responsáveis pela suas diferenciações e especifidades. 
Seguindo esta linha de raciocínio, em uma experiência absolutamente radical e hipotética, poderíamos desconstruir qualquer ser humano à sua mais primitiva forma, à sua forma elemental e então teríamos um quase incontável número de átomos que poderiam então, serem separados de acordo com a sua classificação.
Olhando este humano desconstruído, veríamos um amontoado de átomos de hidrogênio, carbono, oxigênio, ferro, cálcio, fósforo, enxofre, potássio, estanho, chumbo, ouro, flúor, zinco dentre tantos outros. 
Hidrogênio e oxigênio são responsáveis por mais de 98% da composição de nossos corpos.
Agora, peguemos estes átomos individualizados e os espalhemos pela natureza.
Logo estes serão reaproveitados, serão absorvidos, sofrerão novas interações e participarão das mais variadas formas de organismos, começando pelos mais primitivos até chegarem aos mais complexos.
Todo este ciclo tem exatamente a mesma idade do universo. Sempre aconteceu desta forma e sempre acontecerá.
Não somos donos nem de nosso próprio corpo. É como se nascêssemos a cada seis meses, é como se tivéssemos um recomeço constante. Pelos caminhos que passamos vamos deixando um pouco de nós e recebendo do meio o que nos faz únicos. Somos um repositório de átomos diferenciados apenas pelos sentimentos.
A mágica está justamente aí. Nos sentimentos. 
O mesmo único átomo que compõe agora o meu corpo, participando de todos os meus sentimentos, já esteve em outros corpos, outras pessoas, participando de seus sentimentos e estará em tantos outros no decorrer dos anos, dos séculos, dos milênios.
Amor e ódio, sabores e dissabores, ambições e prostrações, alegrias e tristezas, ilusões e desilusões. Um paradoxo total. São estes simples elementos químicos que carregam os sentimentos ou somos nós que os alimentamos e os distribuímos pelo mundo?

Ah.. sim!!! Já ia me esquecendo.... somos sim, todos feitos do mesmo barro!!!


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pentágono Amoroso



O advento e a popularização da internet há aproximadamente 20 anos, o surgimento das salas de bate papo, os programas de mensagens instantâneas, as webcams, as redes sociais, os smartsphones, enfim, todo este avanço nas comunicações, toda esta interatividade proporcionaram uma mudança drástica no comportamento das pessoas.
A entrega virtual, a forma como as pessoas "se dão", se apaixonam é algo sem dúvida, assustador, algo digno de estudos profundos.
A virtualização dos relacionamentos trouxe um novo patamar de amor. Aquele amor decidido, duradouro, avassalador, eterno. As pessoas encontram suas caras metades instantaneamente pois falam abertamente sobre tudo, colocam todas as cartas nas mesas, sem vergonha nem pudor. Confia-se demais, acredita-se demais em tudo que é dito, em todas as promessas e nas decisões tomadas em um rompante de entusiasmo.
Os namoros tornaram-se não só públicos mais além, tornaram-se compartilhados. A necessidade de demonstrar para todos o sentimento, as fotos de todos os momentos, as postagens com frases de efeito, o descaso pelos relacionamentos passados, a auto afirmação, a certeza, a falta de medo, enfim, toda a exteriorização do coração, o escancaramento dos sentimentos acabaram criando uma nova espécie de relação. A relação virtual-real!
Quando esta relação tende a ser mais real do que virtual, geralmente já se começa pela união definitiva dos casais, entendendo-se que este tempo virtual de conhecimento pode substituir a presença física, pode demonstrar efetivamente toda a moral e ética dos parceiros em questão.
Obviamente que a realidade é totalmente diferente e o tempo de convívio em comum começa também rapidamente a erodir toda aquela base construída virtualmente. Claro, a base virtual é frágil, carece de embasamentos fundamentais para relacionamentos duradouros.
Vive-se em velocidade alucinante, ama-se e desapega-se com a mesma facilidade, com a mesma intensidade e com o mesmo descaso à instituição família. O tempo não está sendo medido mais em anos e sim em meses, familias formam-se e são desfeitas cada vez mais rápido e uma legião de crianças são e serão cada vez mais obrigadas a conviverem com a situação de pais separados e meios-irmãos.
Já não me surpreendo tanto quando vejo que os triângulos amorosos estão dando lugar a pentágonos amorosos.
Será o preço da modernidade, será o preço da globalização? 
Realmente é necessário globalizar o amor?




sexta-feira, 7 de junho de 2013

A pedra

Uma semana antes de completar meus 44 anos de vida, isso mesmo, 44 anos de vida, percebo que na realidade eu deveria comemorar esta data duas vezes por ano.
Sim, de certa forma eu nasci duas vezes. Uma no dia 15 de junho de 1969, em pleno movimento hippie, paz, amor e rock'n roll, um domingo, dia de decisão, Atletico e Cruzeiro no Mineirão, como costuma dizer minha mãe.
Nascí no meio do turbilhão que assolava o Brasil no final dos anos 60, início dos anos 70, arte, esporte, cultura, música, política, economia.. Tudo se transformava e eu me formava. Como gente.
Esta é a minha data inicial, este é o dia em que vim fisicamente ao mundo, que tudo começou.
Meu segundo nascimento, minha segunda estréia no mundo foi tão dolorida quanto a primeira, foi tão traumática quanto a primeira e foi, justamente, no dia em que eu pensei que tivesse morrido.
Este meu segundo nascimento foi tão diferente que chegou a ser o inverso. Inversamente eu nascia com a sensação de que não haveria mais vida pela frente, que tudo pelo que eu trabalhara, que todos os meus conceitos e tudo o que eu acreditara já não existia mais.
Demorou um tempo para eu perceber que ao contrário da morte, eu nascera de novo. Demandou muito esforço para eu voltar a aprender a andar, falar as primeiras palavras e me alimentar sozinho, deixar os seios que já não me alimentavam há tempos. E não é que há vida além do que aparentemente era morte?
E então eu começo uma nova contagem, paralelamente aos meus já próximos aniversários, completo 44 anos de vida semana que vem e convido a todos para o meu primeiro ano de vida, daqui a dois meses exatamente. Parabéns para mim que só tropecei na pedra que estava no meio do caminho pois, caí, levantei-me, sacudi e continuei no meu caminho. A pedra? Está lá atrás!


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Viagens Malas e Pessoas

Entro no shopping tentando andar apressadamente nos corredores com piso escorregadio, sem me importar com as vitrines ao meu redor pois sei absolutamente o que quero comprar e nada vai me tirar do objetivo. Nem os eletrõnicos, nem os sapatos e muito menos as roupas. Estou aqui para comprar uma mala.
Chego na loja escolhida convicto que será uma compra rápida e decidida. Já tenho em mente o formato e o tamanho do que quero porém as opções estão em maior número que a minha certeza.
O problema é que eu, assim como a maioria das pessoas que quer comprar uma mala, procuramos apenas por aquela que satisfaz a necessidade momentânea. Então é muito normal que o façamos projetando apenas a próxima viagem.
Comprar uma mala deveria ser uma tarefa mais elaborada, mais pensada nas suas relações custo X benefício pois este ítem não é descartável, precisa durar várias e várias viagens, umas mais curtas, outras mais longas, algumas em que quase não se leva nada, outras em que há necessidade de carregar muitas roupas e acessórios.
Pois bem, a escolha tem que ser feita e as ocasiões terão que se adaptar ao formato e tamanho escolhido. Quantos compartimentos, quantos zippers, quantas bolsas extras, alças, rodinhas, peso, material, tudo isso já não importa a partir do momento que escolhemos a nossa favorita e a levamos para nossas viagens.
Olha que então percebo que há uma imensa coincidência quando comparamos uma simples mala com as pessoas que escolhemos para carregarmos por nossa vida, por nossas viagens pelos dias que se sucedem.
Geralmente escolhemos as pessoas de acordo com nossas necessidades imediatas, escolhemos aquelas pessoas que se adaptam às nossas viagens daquele momento da vida e nunca imaginamos que precisaremos ir mais longe com aquela pessoa pequena que nada comporta ou então que não precisaremos ir tão além, com aquela pessoa tão grande, mas tão grande que ouve-se apenas o eco de suas próprias palavras.
 Engraçado que os dois ítens já me deixaram na mão ao menos uma vez na vida.
Uma mala rasgou-se em uma de minhas viagens e eu tive que abandoná-la no meio do caminho...
E também em uma viagem mais longa da minha vida, fiquei sem mala no meio do deserto....


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Solidão

Não, eu realmente não tenho medo da solidão. Ao contrário, eu a tenho preferido. Viajando pelas estradas do meu Estado, às vezes um dia inteiro sem trocar uma só palavra, apenas retas e curvas, subidas e descidas e o som tocando no rádio do carro tenho tido tempo para pensar, para refletir e conhecer as pessoas como elas realmente são.
Conhecer as pessoas em sua ausência é uma arte que tenho desenvolvido muito bem. Mensurar seus limites, suas ambições e suas satisfações.
As maiores decepções advêm invariavelmente daqueles mais próximos, não por que sejam pessoas ruins mas sim por que os olhamos com os olhos que temos. Olhamos para os queridos como se fossem os ideais de nossas vidas, aquelas pessoas que teriam todos os sorrisos, todas as atenções e todo o tempo para nós.
Esquecemos ou melhor, escondemos de nós mesmos que estas pessoas são independentes, são imperfeitas e que mais dia menos dia terão suas verdadeiras identidades reveladas. A bela e a fera habitam o mesmo corpo. Enxergar isso é fundamental em qualquer circunstância.
Enxergar também estas personagens dentro de nós é o melhor do auto controle. Sabermos que somos belos e feras e quando estes lados se manifestam é de uma utilidade imensa para conhecermos nossos limites. Sabermos até onde podemos chegar, onde não podemos parar.
Particularmente pretendo trabalhar mais meu lado fera. Tenho sido meio passivo no que diz respeito às coisas que me acontecem. tenho aceitado com passividade as coisas que me incomodam. Preciso aguçar, atiçar, alvoroçar mais meu lado fera. Preciso aprender a impor o espaço que me pertence, independente a quem venha doer.
Doi em mim, doerá ao meu redor.
Eu me basto, eu me completo e por vezes, eu me transbordo!

domingo, 26 de maio de 2013

Oportunidades

Então percebemos que as datas se repetem todos os anos, os dias 26 de maio existirão infinitamente até quando algum cometa insano cruzar nossa órbita ou a própria insanidade do homem acabar com tudo irremediavelmente.
Mas ao contrário das datas, as oportunidades são imprevisíveis, elas acontecem em um único momento e têm o inconveniente de não se repetirem. As oportunidades são como portas que se fecham para sempre.
Às vezes estas portas ficam abertas por algum tempo, esperando uma eternidade por uma decisão, por uma atitude. Algumas vezes são instantes apenas, frações de segundos, um piscar de olhos, um pensamento!
E a porta se fecha, separando pessoas, ideais, projetos, vidas, futuros.
Não é como trem, ônibus, taxi, dias... O tempo não volta. A porta se fecha e fora dela só restam o se e o arrependimento.

domingo, 19 de maio de 2013

Anagrama

Fácil assim, eu queria muito acabar com a sua solidão, com este sentimento de carência que você demonstra o tempo todo. Queria carregar você além dos quatro cantos do mundo, aquí dentro de mim. Fazer de nossas duas vidas uma só. Colorir, sonorizar, poetizar, movimentar isso tudo que está em preto e branco, mudo, narrativo e parado. Pelo simples motivo de amar. Simples assim.

Lembre-se: Vive-se em preto em branco como vive-se colorido. Eu mesmo sou a prova disso pois deixei de ver cores faz muitos anos. Sei exatamente a diferença entre as matizes. Viví meus últimos anos em degradê do branco ao preto.

Antes de qualquer coisa, ouvir os sons além dos sons interiores, além dos sons do pensamento, mixar as palavras de um sem número de pessoas, compor uma bela letra sobre uma bela melodia alegra a alma, fortifica os sentimentos, alivia-se as pressões. É uma forma de autoconhecimento, de libertação dos preconceitos.

Ver uma página em branco e nela escrever poesia, com sentimento, com rimas e sentidos é muito mais gostoso do que uma simples narrativa de um dia a dia comum. Juntar letras, formar palavras, concatenar frases, estabelecer as pontuações e transferir emoções faz da história de nossas vidas mais interessantes.

Inércia, falta de ação, quando nada sai do lugar, quando nada se mexe, quando nada de novo acontece, quando tudo permanece como sempre foi. 

Ao contrário. Fazer as coisas acontecerem, mudar, movimentar-se, andar, correr, transformar, perseguir os desejos, acontecer. Amar

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Rumos diferentes

Agora eu tenho todas as variáveis, agora eu sei de todas as verdades e agora eu tenho condições de encaixar todas as peças que faltavam para me posicionar em relação a esta questão que muito me incomodava.
Sabem quando temos nossas considerações sobre as coisas porém não temos a absoluta certeza de que estamos corretos? Pois bem, era assim que eu me sentia. Eu sabia porém não tinha certeza de que estava correto.
Que alívio. Agora sei que estou correto e que todas as minhas hipóteses e suspeições têm embasamento, tem fundamento e sentido. Agora eu sei que o que eu imaginava ser verdade, verdadeiramente a é.
Pontos de vista sempre têm o seu lugar, sempre têm fundamentação quando se exerce o livre poder de expressão. Podemos perfeitamente adotar uma postura perante uma situação, opinar a respeito, agir de acordo com nossas idéias pois temos direito.
Quando apenas duas pessoas discordam opostos pelo vértice, temos um conflito. Quando duas pessoas discordam de uma, temos um desequilíbrio, quando várias pessoas discordam entre sí, temos um desvio padrão porém, quanto várias pessoas discordam de uma, o que temos? Temos uma teimosia. Temos uma pessoa orgulhosa, temos uma pessoa com medo, acuada.
Hoje passo por uma situação muito semelhante. Várias pessoas discordando de uma. Uma teimosa.
Hoje eu conheço a verdade e não posso exercê-la devido à teimosia. E algumas vidas tomam rumos diferentes por conta disso. Pobre do tempo que será perdido!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Caçando borboletas

Eu não vou mais caçar borboletas...
Não que eu não as deseje mais, não que eu não as queira...
Não que eu tenha perdido o encanto pela sua beleza ou a admiração pelo seu vôo.
Eu simplesmente não vou mais caçá-las pois já cuidei do meu jardim.
 
Eu não caço mais borboletas...
Elas voam ziguezagueando ao sabor dos ventos...
Elas não seguem um caminho preciso, uma linha reta...
Elas balançam minha cabeça, elas me deixam zonzo...
 
Eu não coleciono borboletas...
Queria apenas uma, encantado pela sua beleza, admirando o seu vôo...
Ziguezagueando em meu jardim cuidado...
Balançando minha cabeça, me deixando zonzo...
E feliz...

Domesticação

O futuro não pode servir para potencializar nossa falta de ação no passado. O futuro não deve servir para incurtir em nós aquele sentimento de que como poderia ter sido de tivéssemos feito diferente. Justamente por a vida ser uma só é que vivemos neste meio termo de medo e aflição.
Medo de tomarmos decisões erradas e aflição por querer fazer algo e não conseguirmos.
Mesmo desconsiderando a variável tempo, carregamos conosco a percepção exata do relógio da vida, aquele que marca os dias não com horas mas sim com decisões.
Temos mesmo que subconscientemente, a exata noção da perda do tempo e do tempo gasto em determinadas situações e conseguimos prever o impacto que isto causará no nosso futuro.
Muitas vezes por comodismo, nos apegamos a pessoas e situações, muitas vezes por preguiça mesmo, pelo tempo desprendido, deixamos as coisas como elas estão e preferimos não ousar, não arriscar, contendo nossos desejos e nossas vontades.
Familia, amigos, vizinhos, colegas, conhecidos, sociedade, conceitos e preconceitos, religiões, culturas dentre tantas outras variáveis nos apontam os dedos, nos rodeiam, invadem nossas vontades, comandam nossas percepções ao ponto de simplesmente não termos coragem de arriscar, não termos coragem de proporcionarmos a nós mesmos uma mudança significativa no rumo que estamos dando em nossas próprias vidas.
E vamos chegando ao futuro perguntando-nos como teria sido se fosse diferente. Vamos nos limitando, vamos nos prendendo e aos poucos aceitando coisas que não aceitaríamos normalmente, mantendo aparências onde a idéia das pessoas são mais importantes que nossos próprios sentimentos.
E passamos a viver nossas vidas para agradar pessoas, para evitar julgamentos, comentários, fofocas. Vemos os anos correndo presos a promessas não cumpridas, desejos contidos e saudades do que não vivemos.
E passamos a acreditar em pessoas vazias, e entregamos nossas vidas nas mãos dessas pessoas como se as mesmas fossem as únicas donas das verdades. E são. Estas pessoas são donas das suas verdades porém não das nossas. Vemos estas pessoas como professores da pré escola onde a verdade é absoluta.
Professores nos ensinam a ler e escrever mas aceitamos pessoas que querem nos ensinar a viver a sua vida, e não a nossa vida.
Então criamos o desequilíbrio, perdemos nossas forças e vamos aceitando a ração de cada dia, cada vez mais sem forças para mudar, cada vez mais sem forças para sequer revidar. Vamos sendo domesticados, amestrados, ensinados a contentar com o pouco que temos.
São raros os casos onde o animal se volta contra o domador... são raros mas existem!
Solte a sua fera!!!
 
Lembre-se: Um animal amestrado pode até ser bonitinho porém nunca será livre!



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Metamorfose

Não borboleta...
Não somos donos das pessoas e nem de suas vontades...
Não mandamos e nem determinamos nada na vida de alguém...
Apenas existimos... Apenas sentimos... Apenas falamos e sugerimos...
Não obrigamos ninguém a nada... Foi você quem me ensinou isso...
Aliás, foi com você que eu senti isso...
 
Não borboleta...
Não voamos como águias...
Não temos sempre o rumo traçado, o objetivo em foco...
Voamos como...
Borboletas!!!
Algumas vezes em direção às flores, outras apenas de acordo com a força dos ventos que nos atingem...
 
Não borboleta...
Nem todas as flores contém néctar...
Nem todas as flores nos saciam..
Algumas vezes apesar de belas, as flores nos deixam com fome, com necessidades...
 
Não borboleta...
Não se volta para o casulo depois que as asas abrem...
Da mesma forma como não se volta no tempo, não se cola os cacos quebrados sem deformar a imagem no espelho.
 
Não borboleta...
Não se come as folhas depois do casulo aberto...
Só o néctar lhe satisfaz...
 
Metamorfose-se de novo borboleta!



quinta-feira, 2 de maio de 2013

subconsciente

Alguns leitores mais assíduos entraram em contato perguntando por que não tenho atualizado o blog. Perguntado se eu estou desmotivado ou sem idéias.
Não. Não é esta a questão. Não é a desmotivação ou a falta de idéias. Aprendí que não devo expor as coisas quando estiver tomado pelo calor da emoção  pois corro o risco de ser  imparcial em minhas colocações.
Não quero ser imparcial em nada pois a justiça é um senso comum porém cada qual tem a sua. Cada qual "puxa" a justiça de acordo com suas conveniências. E é justamente neste ponto que exercemos nosso poder de persuasão. É aí que nascem os grandes líderes. Os humanos que contaminam multidões com a sua certeza.
Para que exista um grande e carismático líder, é necessário que existam pessoas sem idéias próprias. Jesus, Napoleão, Hitler, Che Guevara, Mandela, Karol Wojtyla, Stalin dentre tantos outros se destacaram por conseguirem propagar suas idéias e estabelecê-las como a única verdade.
Percebi que não contar as horas, não acompanhar as datas, não se importar com os dias, semanas e meses é o melhor remédio para colocar as coisas em seus devidos lugares. Percebi também que perder alguma coisa algumas vezes não é sinal de derrota e sim de libertação. 
O que antes me parecia essencial hoje me causa repulsa. O que antes era imprescindível hoje não faz falta. E é justamente deixando de contar o tempo que isto foi possível.
Ainda não domino a arte de dormir. Até hoje sinto dificuldade e até mesmo um certo medo nesta hora do dia. Não sei o que me espera em meus sonhos e por conta disso algumas vezes durmo pouco e em outras os pesadelos são incontroláveis. Tenho que me acostumar com eles, tenho que conviver até que eles cessem naturalmente. 
Ah... eles vão cessar com certeza. A realidade é sempre mais imediata mas o nosso subconsciente é uma caixinha de surpresas e tem vontade própria. De repente sem mais nem menos somos levados pelo subconsciente a situações que não queremos na vida real. Mas é a vida.
Nada mais a lamentar pelo futuro. Sempre disse que um dia após o outro é uma regra inevitável, inabalável. Já tivemos tantos medos antigos superados, por que não superaríamos os próximos? 
Superação!!! em alguns casos nada mais é que voltar ao ponto de origem, deixar a água parada, quieta novamente. Parar de eboluir, condensar e acalmar!!!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A namorada que sonhei

A Namorada Que

Sonhei

Nilton César

A Namorada Que Sonhei
Receba as flores que lhe dou 
Em cada flor um beijo meu
São flores lindas que lhe dou
Rosas vermelhas com amor
Amor que por você nasceu
Que seja assim por toda vida 
E a Deus mais nada pedirei 
Querida, mil vezes querida 
Deusa na terra nascida 
A Namorada que sonhei...
No dia consagrado aos namorados 
Sairemos abraçados por aí a passear 
Um dia, no futuro, então casados 
Mas eternos namorados 
Flores lindas eu ainda vou lhe dar...
Que seja assim por toda vida 
E a Deus mais nada pedirei 
Querida, mil vezes querida 
Deusa na terra nascida 
A Namorada que sonhei...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

dono do tempo

Saudades daquele frio na barriga quando ao longe surgia aquela garota linda que me encantava só por estar se aproximando. Daquelas cartas escritas sem jamais serem enviadas.
Saudades de brincar com as letras do seu nome em meus cadernos de escola, tramar incríveis coincidências para ao menos passar perto dela.
Adorar dormir cedo para ir à escola no dia seguinte e vê-la, sorridente em meio a tantos alunos espalhados pelo pátio. Contar os minutos para a hora do recreio para olhar, mesmo que por 15 minutos apenas, o seu rosto destacando-se em qualquer lugar.
Saudades de abaixar a cabeça e gaguejar quando por vez ou outra ela falava comigo, por qualquer assunto que fosse, de estar em qualquer lugar e imaginar onde ela estaria naquele momento, dos sonhos do primeiro beijo, da ansiedade pelo próximo encontro.
Saudades daqueles namoros platônicos, daquelas sensações únicas, daqueles tempos de hora marcada para chegar em casa, passeios forçados, encontros e desencontros.
Saudades dos telefonemas anônimos na esperança de que ela atendesse e eu ouvisse só um alô!, saudades dos cartões anônimos, do chiclete oferecido, do cheiro de seus cabelos, da roupa nova, do som da sua voz.
Saudades do tempo em que o presente da namorada era comprado de acordo com a mesada dos pais, que os cinemas eram fora do shopping e marcados com duas, três semanas de antecedência, saudades das matinês nos clubes, dos feriados em família, saudades do tempo em que os amores doíam sem serem sequer consumados.
O tempo passa, os argumentos mudam, as pessoas amadurecem e por incrível que pareca, involuem, retrocedem, colocam em questão diversas variáveis mais complexas que a equação de Torricelli.
Preocupam-se demais, com conceitos, com dinheiro, com sucesso, com a felicidade a todo custo.
Saudades do tempo em que tinha hora para tudo, saudades do tempo em que eu não era dono de nada. Nem do meu próprio tempo.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Dez mil

Dez mil
Dez mil vezes diferentes pessoas entraram aqui e leram não meus textos mas sim minhas idéias.
Pessoas dos mais diversos lugares, dos mais diversos países e com as mais diversas opiniões, conceitos e expectativas a respeito das suas vidas e das vidas dos que amam.
Costumo dizer que o que escrevo aquí é muito genérico e se aplica em diversas situações recorrentes por isso agrado e desagrado tanta gente ao mesmo tempo. 
Não, não sou imparcial. Tem sangue nestas veias e emoções nesta cabeça. E eu as exponho sim.
Me contive por muito tempo. Calei-me, ceguei-me, ensurdecí em demasia. Exagerei no direito de nulidade.
Dez mil acessos e talvez muitas pessoas não saibam quase nada sobre mim. Não saibam de meus gostos e desgostos, das minhas preferências musicais, dos meus filmes, da minha rotina, do meu trabalho, da minha história e da minha vida...
Sim, eu tenho uma história, eu tenho uma vida. Apesar de coadjuvante, eu estive presente em vários momentos importantes, apesar de não ser o destaque, eu desfilei na escola de samba também. Não saí em carro alegórico mas sim nas alas, no chão, fantasiado. Fantasiado de futuro.
Então, eu gosto de filmes. Gosto das comédias pastelão, do humor rasgado e dos romances. Gosto dos romances com finais felizes, gosto das histórias de amor românticas. Indico Armagedon, Um lugar chamado Nothing Hill, E se fosse verdade, Enquanto você dormia, Como se fosse a primeira vez, Click, A casa do lago, Uma linda mulher, Ghost, Grease, Hair dentre tantos outros filmes inesquecíveis.
Sou eclético na música e tenho meus momentos U2, meus momentos Pink Floyd, Dire Straits, Elvis Presley e Beatles da mesma forma que também tenho meus momentos Roberto Carlos, Tom Jobim, Caetano e Djavan. Passeio por vários ritmos e balanço ao som do Techno e do Funk, do rock nacional e dos boleros. Não entro no samba, nem pagode, nem axé, sertanejo e muito menos forró. Aliás, me libertei do forró faz meses...
Adoro ler, notícias, contos, poesias, romances, mistérios. Adoro ler gibis, revistas e faço palavras cruzadas, daquelas mais difíceis. Indico Agatha Christie sobre todos os escritores mas gosto também de Luiz Fernando Veríssimo pois até mesmo na leitura eu sou uma soma de tudo o que vejo. Eu consumo informação, o tempo todo.
Nos esportes não me destaquei muito. Alguns anos de natação e ciclismo por diversão que terminaram por conta de falta de oportunidades mesmo. torço pelo Flamengo mas nem me importo quando ganha ou quando perde. É indiferente.
Apegado aos animais, as flores e à casa. Gosto do lar. gosto de receber mas não de visitar. Me sinto bem dentro das minhas paredes, dentro de meu universo. Me sinto desprotegido fora.
Amo acima de tudo minhas filhas. Amo como pai. Não apenas como protetor mas como disseminador de bons exemplos. 
Em relação às mulheres, sou um profundo admirador da beleza porém sou mais apegado ao tempo do que à  emoção dos relacionamentos numerosos e efêmeros. Talvez aí se dê a minha coadjuvância e não o protagonismo da minha própria história.
Enfim, este sou eu! Ao menos um pouco de mim! 
Sintam-se à vontade para saber mais! E obrigado pelos 10 mil acessos!!!

Primeira Comunhão

Aos nossos lares estudos e brinquedos,
aos nossos afazeres a gente vai voltar
mas não iremos sozinhos pela vida
Jesus irá conosco para a gente não errar!

Somos a juventude do Senhor
a semear a paz e o amor
somos a certeza do amanhã
Somos crianças de Deus
Somos crianças de Deus

o ano era 1980, minha primeira comunhão.
Esta era nossa música principal!
Parabéns Juliana por mais esta etapa vencida!
E me desculpe para o resto da vida!
Te amo!


Superação

Existem quatro etapas que devem ser analisadas quando se compete por alguma coisa. Estas quatro etapas existem, independentemente de onde se aplica a metáfora. Então vamos lá!
Quando se tem um objetivo, quando se quer algo há a primeira fase, a fase do desejo, da ambição.
Seja uma marca a ser superada, seja um emprego ou até mesmo um relacionamento, um homem ou uma mulher.
Um atleta quando traça um objetivo de alcançar um recorde deve treinar, treinar muito e se aperfeiçoar cada vez mais, se especializar cada vez mais naquela modalidade pois existe, no mínimo, uma pessoa melhor do que ele naquele momento.
Um profissional que traça um objetivo de uma carreira deve se esforçar muito, se capacitar naquela área, trabalhar com dedicação cada vez maior para chegar naquele patamar de destaque e ser reconhecido pela sua especialização, sua competência e seu conhecimento extraordinários que farão dele objeto de desejo de qualquer empresa ou cliente pois existe, no mínimo, um profissional mais capacitado do que ele naquele momento.
Um homem quando se apaixona por uma mulher (ou vice e versa) faz de tudo para se destacar, para aparecer, para incurtir nesta pessoa a certeza de que ele é a melhor opção dentre todas as outras, que é a solução para todos os problemas, que é o provedor de todas as necessidades e que será definitivamente insubstituível pois existe, naquele momento, no mínimo uma outra pessoa ou até mesmo a opção desta por permanecer sozinha.
Então a primeira etapa é a do desejo. A etapa da embição e de estipular o objetivo.
Objetivo traçado, o atleta parte para o treinamento, o profissional para a especialização e diferenciação e o amante, para o assédio... Esta é a segunda etapa!
Obviamente que se bem executados os planos, se bem empenhados, tanto o atleta, quanto o profissional ou o amante chegam aos seus objetivos. E para muitos, a tarefa termina nesta terceira etapa.
Não... não termina... 
Novos atletas iniciam seus treinamentos, novos profissionais são formados a cada dia e novos amantes surgem o tempo todo. Novas técnicas e materiais para os atletas, novas ferramentas, descobertas, teses e fórmulas para os profissionais e novas idades, corpos e táticas para os amantes.
A quarta etapa, a etapa da manutenção, a etapa da perpetuação da glória é a mais difícil, é a mais trabalhosa, é a mais demorada e a menos segura de todas.
Tudo aquilo que facilitou a princípio para chegar ao objetivo pode, sem mais nem menos, se transformar em algo que pese contra à sua manutenção.
E sempre o atleta, o profissional e o amante olharão com desconfiança para a sua situação momentânea!


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Poça dágua

Acho que minha vida é assim mesmo: Mergulhar de cabeça em pequenas poças d'água!
Não depositei grandes esperanças nas pessoas pois este não é o meu feitio. Queria apenas que elas cumprissem seu papel, seguissem a ordem natural das coisas e permanecesssem.
Esperar demais dos outros é assinar o próprio atestado de incompetência pois quem espera dos outros não está preparado para agir sozinho.
Achar este meio termo, achar este ponto de equilíbrio, encontrar a linha limitrofe entre o que vem de alguém e o que se tem que fazer sozinho é uma questão de sobrevivência emocional.
Aceitar que pode não vir nada de onde se espera algo não é para qualquer um. 
Não são todas as sementes que germinam, mesmo aquelas mais bem cultivadas, uma ou outra permanece estéril.
Perde-se tempo, criam-se expectativas, esperanças e o solo não modifica.

Acho que minha vida é assim mesmo:  Subir no pé de manga carregado e comer apenas o que saciar minha fome!!! Não carrego sacolas ou cestas para enchê-las.
Não carrego nada das pessoas para o futuro. Não espero esgotar os recursos de ninguém para acumular para mim riquezas que não são minhas, que não me pertencem. 
Prefiro interagir, prefiro permanecer ao lado e receber do momento o que ele tem para oferecer. 
O grande problema é justamente o momento, a minha percepção do eterno, do infinito enquanto dure. O pouco que eu preciso para o contentamento. Geralmente não preciso de muito, o pouco porém constante me mantinha, me sustentava. Estava acostumado a ser concha e não areia em uma praia.

Acho que minha vida é assim mesmo: Olhar no espelho e não observar o meu reflexo e sim a paisagem ao redor. Não olho para minhas necessidades em primeiro lugar. Observo o meio e identifico quem importa. E quando acho quem importa, é justamente onde me apego, onde me dedico e onde me escondo. Faço minha fortaleza em cima da areia movediça.
Areia que se move e leva meu castelo, meu sonhos.

Acho que minha vida é assim mesmo... Mergulhar de cabeça em pequenas poças d'agua! Pequenas e ilusórias poças d'agua!
               

sábado, 20 de abril de 2013

Massagem

As mãos úmidas tocam seu ombro vagarosamente, em movimentos circulares, macios, repetitivos. O cheiro de cânfora e menta toma conta do ambiente trazendo uma boa sensação de relaxamento que está por vir.
Em leves pressões na ponta dos dedos, as mãos escorrem pelas suas costas, contando cada uma de suas vértebras, subindo e descendo, deixando um leve reflexo da luz em sua pele untada.
Sinto seus pelos arrepiados e imagino que metade seja pelo frio e a outra pela sensação de medo, de prazer e excitação... Continuo...
Sem pressa, seu corpo coberto pela toalha e deitado na cama é um convite ao deslumbre, é um caminho a ser explorado com delicadeza e paixão. Muita paixão, muito desejo.
Ouço um suspiro de vez em quando, vez ou outra um pequeno e tímido gemido e penso: Deve estar sendo bom! Para mim está ótimo.
Continuo em suas pernas, macias, arrepiadas pelo frio e o contato do óleo. Acelero os movimentos para proporcionar uma sensação de calor a fim de que o óleo penetre e cause mais ainda o efeito de bem estar, de relaxamento muscular.
O objetivo é só este... Relaxamento, bem estar e uma noite tranquila de sono, sem dores, sem hora para acordar.
Acho graça de sua timidez, de suas limitações e pensamentos confusos. Apenas relaxamento.
Em alguns momentos, por alguns centésimos de segundo ouso apreciar a mulher como ela é e acabo me esquecendo do principal objetivo. Me controlo e volto a me concentrar no meu ofício. Preciso ser forte, preciso manter o controle apesar de toda a dificuldade.
Os minutos se contradizem, passam rápido demais pois gostaríamos que este momento não tivesse fim. 
Chego aos seus pés, pequenos e delicados, macios, belos. Um a um, unto seus dedos proporcionando um conforto merecido depois de um dia inteiro andando atrás do trabalho. 
Nesta hora percebo que você está toda relaxada e entregue ao prazer destas mãos que agora estão sobre o teclado lembrando estes lindos momentos. Percebo que não sentimos saudades apenas nas memórias e nos pensamentos. Percebo que meus olhos sentem saudade de lhe ver, meu nariz sente saudade de seu cheiro, minhas mãos sentem saudade de seu corpo, de sua textura, de sua pele.
Aos poucos a resistência vai ficando de lado assim como aquela toalha que cobria seu corpo inteiro. 
Relaxamento, apenas relaxamento. Penso e insisto contra mim mesmo, contra meus desejos e até mesmo contra os seus!
Agora seu corpo está todo brilhando, todo arrepiado e todo relaxado.
Peço que se vire, que acredite e que me deixe terminar... Uma hora já se passou...
Quero eternizar o momento, quero que seja inesquecível para os dois. E será. 
Momento perfeito, ideal.
continuo???
continuei???

Ah.. para meus leitores, aqueles que me conhecem, e até mesmo os que não me conhecem, deixo uma dica...

Tudo é passado. Absolutamente tudo é passado. O presente dura só um segundo e o futuro não existe. 
Não confundam meu passado mais remoto com meu passado mais recente.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ser ou não ser

Já passa de meio dia e ainda há muita coisa a fazer. Aliás, há tudo ainda para ser feito antes que o dia termine. 
Percebo que não fiz nada até agora a não ser mais do mesmo. E este mais do mesmo não satisfez meus desejos. Pode ser que nas primeiras horas sim mas agora não mais. Agora o sol está a pino, coroando minha cabeça e preciso de mais vida, mais atitude e mais dinamismo. Preciso de mais emoção, de mais planejamento e mais ação. Preciso fazer com que a outra metade do dia valha a pena, seja produtiva pois tenho só até a meia noite para ser feliz.
Tenho que sentir a areia da praia nos meus pés, tenho que apreciar as pessoas vivendo, sendo felizes e fazer parte desta felicidade, preciso ser igual a todos, preciso mudar a outra metade do meu dia. Preciso passear, correr, nadar. Preciso viajar, colocar mais pessoas na minha vida, criar família, brincar, amar. Preciso da alegria de outras pessoas, dos conselhos, das loucuras. Preciso sentir o calor de um abraço que me protege, preciso sentir a força de uma voz firme que me guie e uma mão que me oriente. Preciso compartilhar meus medos e minhas vitórias com quem se importe realmente. Preciso fazer a diferença na vida de alguém e na minha também neste resto de dia. Preciso abrir a porta para o novo entrar, deixar o antigo sair.
Doze horas já se passaram e o tempo continua contanto, continua correndo. Se nada fizer agora vou me aproximar mais do fim do dia com menos chances proporcionar a mim algo que realmente eu quero.
Até a metade do dia me acompanhou a comodidade e o medo. Preciso deixá-los para trás e encher meu peito de força e confiança, preciso mudar algo que aprendí a ser e que já não me contenta mais.
Não me contenta mais. Já não caibo nesta vida, já não pertenço a este lugar e isto me aflige. Penso, penso, penso e existo. Mas não quero mais apenas existir, preciso fazer minha existência valer a pena não só para mim mas também para aqueles que comigo se importam, para aqueles que me aceitam como eu sou e que aceitam o lugar que ocupo em suas vidas.
Olho para as horas passadas e vejo pessoas apontando seus dedos e direcionando palavras para meus erros. Estes erros ecoam em minha mente, enfraquecem meus passos e aceleram o meu tempo. 
Metade do dia e preciso continuar. Preciso deixar de ouvir quem me julga, preciso deixar de ver quem me aponta. Preciso fazer o que desejo pois só assim conseguirei chegar ao fim do dia sendo quem eu sou e não quem as pessoas querem que eu seja. Quero ser EU.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Ver o futuro

Não depende de nada. Nem de ninguém além de nós mesmos.
Não depende da distância, não depende dos anos vividos, não depende das diferenças e nem das igualdades. Não depende da língua dos vizinhos, não depende do conceito religioso, não depende da situação financeira e nem do passado pois o que passou, já foi.
Não depende de erros nem de acertos e sim da disposição de controlá-los.
Depende da disposição, da vontade de fazer dar certo, depende da quantidade de passos dados na mesma direção, depende apenas de olhar para o futuro.
E o que é preciso para ver o futuro?
Simples... Muito simples. 
Para ver o futuro é preciso estar nú. 
É preciso tirar todas as roupas, todas as máscaras que vestimos. É preciso ver a verdade do presente, sem preconceitos, sem desculpas, sem desejos. É preciso despir-se de todas as vontades, desgarrar-se do passado, não considerar pessoas ou situações.
Para ver o futuro é preciso nascer de novo. É preciso começar do zero. 
Sinceridade.. para ver o futuro é preciso muita sinceridade consigo mesmo. É preciso sentir dor quando estiver quebrando quebrando paradigmas, vínculos com o passado. 
Para poder ver o futuro é necessário muito amor próprio e um pouco de egoísmo. É preciso pensar por um instante que seja apenas em sí mesmo e tudo o que o futuro poderá lhe proporcionar. É preciso ter fome, fome de vida.
Para ver o futuro é preciso ter sorriso nos lábios, sorriso nos olhos e sorrisos no coração. 
Para ver o futuro é preciso rasgar os projetos escritos no passado, jogar fora os textos ensaiados e abrir-se para o novo, para o inusitado. Para ver o futuro é necessário, sobretudo, querer vivê-lo independente do que se vê.
Para ver o futuro é preciso entender que amores vêm mas também se vão e que, por mais que sangre, se faz necessário cortar as veias que irrigam o passado inutilmente.
Ninguém vive o futuro enquanto não deixar o passado ir!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Botão

Ah.. nossas vontades, nossos desejos!!!
E nossas ponderações e considerações sobre as coisas...
E o entendimento sobre o certo e o errado... E as dúvidas e os medos...
Ah.. nossas vontades e nossos desejos!!!
E o tempo, a pressa, a vida, os dias e as noites...
A aflição e a angústia, os pensamentos recorrentes, o frio na espinha, o coração acelerado...
Ah... nossas vontades e nossos desejos!!!
O que manda mais? o que predomina no final das contas? O que realmente importa?
Importa conter ou viver? Importa manter ou mudar? 
Não, conter não importa! Apertar o botão importa!

Casulo

Todos os dias eu me transporto para o lugar onde imagino que você esteja. Todos os dias eu me coloco, mesmo que imaginariamente, na frente de seu casulo. Olho para ele, fechado, frio, inerte. Sei que você está lá dentro, recolhida em seu mundo, com seus pensamentos e suas dores. 
Eu consigo sentir a sua dor. 
Aí dentro eu penso que seja escuro, úmido e frio. Percebo suas asas crescendo, sinto as conexões, os nervos, as cartilagens e a pele se formando. Sei que está doendo e sei que você tem seus medos. É normal.
Mas da mesma forma como vejo a dor, observo como serão belas as asas depois de abertas, como será lindo o vôo.
Mas o casulo tem um tempo e chega uma hora em que ele não comporta mais o tamanho de nossos desejos e ambições, chega uma hora que não comporta o tamanho de nossas asas.
Asas são lindas abertas, em movimento!!! Asas fechadas atrofiam...
Vai... quebre o casulo, abra suas asas e voe.
Da mesma forma como eu me coloco na frente do seu casulo todos os dias, estarei também observando o bater das suas asas...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Feira Livre

Passeamos no supermercado ou na feira livre com nossos carrinhos vazios e a cabeça cheia de idéias, cheias de receitas e vontades de uma alimentação mais sadia, mais saudável.
Frutas, verduras e legumes das mais variadas cores e sabores, procedências e preços, dentro da estação ou fora, queijos, embutidos, flores para alegrar o ambiente, temperos, peixes e carnes.
De acordo com as condições financeiras e preferências palativas, vamos aos poucos satisfazendo nossos desejos, começando sempre pelos tubérculos, mais resistentes ao peso, culminando com as folhas e ovos. 
Trazemos para nossa casa o sustento de uma semana. Trazemos para casa aquilo que irá nos sustentar, que nos dará forças para enfrentarmos o dia a dia, o trabalho, o estudo, a rotina, o descanso e a satisfação. Trazemos para casa o que nos mantém a vida.
Passeamos pelos dias de nossas vidas com o carrinho das ambições vazios e a cabeça cheia de esperanças, cheia de vontades de termos paz, tranquilidade, sossego e amor. 
E vamos colocando pessoas no nosso carrinho das ambições. Pessoas das mais variadas espécies, sexos, cores, religiões, condições financeiras, intelectuais, profissionais. Sempre em primeiro lugar, claro, a família, mais resistente aos intempéries da vida e terminamos com aquelas mais frágeis, mais supérfulas, menos ricas em "vitaminas"...
Trazemos no nosso carrinho das ambições aquelas pessoas que irão nos sustentar para toda a vida, aquelas pessoas que nos darão as condições de caráter, de moral e ética suficientes para termos a saúde mental necessária para que possamos enfrentar o dia a dia, o trabalho, o estudo, a rotina, o descanso e a satisfação.
Trazemos para nossas vidas as pessoas que nos mantém vivos. Trazemos para nossas vidas as pessoas que são o motivo de nossa existência.
Assim como a feira, onde alguns produtos estragam com mais facilidade ou mesmo aqueles que não utilizamos e jogamos fora, aqueles que sobram e não consumimos, algumas pessoas também estragam com o tempo, algumas não ulitizamos e outras se vão.
Sei que é uma comparação metafórica absurda, tenho ciência que às vezes pego pesado nas comparações mas é uma forma simples de ver o que acontece com as pessoas que nos rodeiam. É simples, prático e normal.
Algumas vezes viciamos em algum prato em especial como em alguma pessoa também. Mas nem sempre do mesmo nutriente que vive um ser humano.


Descartes, Rodin, Galileu e ìcaro

Penso, logo existo, René Descartes, filósofo francês, me perdoe, porém discordo. Existir no sentido prático da palavra é apenas a materialização, a formação do objeto, da coisa, do lugar.
Existe o animal, existe o mar, existe o planeta, existe o vento, existe o homem como existem as mais diversas situações e objetos. 
Talvez o sentido real, o objetivo de expressão de Descartes em Discurso do Método seria: Penso, raciocino, existo e logo, me diferencio.
A lógica do pensamento não pode ser outra  a não ser a diferenciação, a particularidade, a singularidade de um em meio a tantos iguais. Pensamos e nos diferenciamos das demais espécies. Manipulamos elementos para obtermos facilidades de uso, para diminuir esforços, para descanso, para conforto. Dominamos as demais espécies justamente pelo fato de pensarmos, justamente por esta diferenciação.
E por tanto pensar, por tanto existir, segundo Descartes, criamos diversos sentimentos e infinitas formas de misturá-los. Passamos da barreira de preservação da espécie para algo muito mais profundo e muito mais intimista. Criamos nossos monstros, nossas barreiras, nossas ambições e somos o tempo todo dominados pelo medo. Medo do mundo, medo do outro, medo da morte, medo da falta, medo do amor, medos e mais medos, infinitos medos criados pelo nosso pensamento, pela nossa existência e nossa diferenciação. 
E como pensamos errado, como nos enganamos, como tomamos decisões em cima destes pensamentos e estes medos. Uma mistura explosiva!!!
O Pensador, de Rodin, escultura assustadoramente reflexiva mostra através dos séculos o quanto somos diferentes e quanto mudamos nossa postura devido a estes pensamentos, estas idéias que amadurecemos ao longo da vida e que muitas vezes não extravasam, ao contrário, interiorizam e atormentam a nossa existência. 
Herbert Vianna, vocalista dos Paralamas do sucesso escreve com propriedade: O céu de Ícaro tem mais poesia do que o de Galileu... Exerçamos Descartes e pensemos sobre isso!!!
Galileu, astrônomo, físico e matemático Italiano, desafiou o poder da Igreja e através de seus estudos mostrou que não éramos o centro do universo, propôs a infinidade do céu. Perseguido e condenado à morte por suas idéias, por sua praticidade. Morreu pelos seus pensamentos.
Ícaro, personagem mitológico, preso no labirinto do Minotauro ansiava asas para chegar aos céus, ansiava poder voar em direção ao sol, à luz e por conta de seus desejos e sem pensar nas consequências, fizera asas de cera que se derreteram. Seus sonhos o mataram.
Onde há mais poesia? No céu de Galileu ou no céu de Ícaro? Onde é mais bonito morrer? Nos sonhos ou na realidade?




sábado, 6 de abril de 2013

Amigos

Ah.. eu gosto de você como amigo!
E como amigo, quero ver você crescendo, quero ver que você corre atrás dos seus sonhos, de seus objetivos. Como seu amigo, gosto do seu sorriso fácil, dos seu brilho espontâneo nos olhos, de seus medos bobos e inexplicáveis.
Como amigo eu desejo a sua proteção, a sua segurança. Desejo o seu conforto e seu sossego.
Como seu amigo eu desejo sua felicidade, a verdadeira, a real. Desejo que você se desprenda de conceitos, de pessoas, de situações e satisfações. Desejo que seja você acima de tudo e de todos.
Como seu amigo eu desejo você, seus dias, suas horas. Desejo o seu tempo e o seu pensamento.
Desejo seus desejos, desejo seu cheiro, seus cabelos e sua pele. Como seu amigo, desejo sua vida.
Ah... eu gosto de você como amigo! Por todas estas razões, por todos estes desejos, você acha que podemos ser amigos?

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pensando em Mário Quintana

É certo que não viveremos para sempre e esta certeza todos nós sabemos, todos nós entendemos. Caminhar para o fim da vida é a única ação que não sofre desvios ou atrasos em nossa existência.
Algumas pessoas pensam sobre isso mas a grande maioria prefere apenas esperar o dia chegar. O dia da morte.
Mas a definição de morte, a mais seca, mais objetiva definição de morte é simplesmente o fim da vida. Apenas isso. A morte é o fim da vida.
Céticos dirão apenas isso, crentes dirão que é o fim DESTA vida, outros dirão que é o início de outra vida mas o fato que a morte é o fim de cada pessoa. A morte é o fim da carne.
E é assim que vamos encarando a morte. O fim definitivo.
Mas o que não reparamos é o que morre em nós enquanto estamos vivos. Os lugares que vamos pela última vez sem saber, as roupas que vestimos, as canções que ouvimos, as pessoas que vemos. Cada ação que fazemos pode ser a última, pode não haver a próxima. Cada prazer e cada dissabor, cada satisfação, cada decepção, pode ser a última. Não há como prever.
Agimos de certa forma que não reparamos que nossas interações pessoais são finitas. Somos homens e agimos como Deus.
Antecipamos coisas e deixamos coisas para depois como se fôssemos donos do tempo. É o  tempo que nos pertence. Somos propriedade do tempo e não donos dele.
Sendo assim, toda ação praticada por nós é, a princípio, irremediável.
Esquecemos que a variável tempo é dupla, não é soberana pois temos o nosso tempo, da mesma forma que as pessoas têm os tempos delas. Não é raro encontrarmos pessoas com tempo de sobra, lamentando quem se foi. Não é raro encontrarmos pessoas acometidas por remorsos pelo tempo que já não existe mais, pelos erros irrecuperáveis.
Também não é raro encontrarmos pessoas saudosistas, melancólicas, lamentosas e sonhadoras imaginando como faria tudo diferente se pudesse voltar no tempo. O tempo apaga os caminhos da volta, o tempo esfumaça a estrada, labirinta as esquinas e confunde os pensamentos, atrapalha o discernimento. O tempo não volta.
E vamos levando a nossa vida sem perceber que existem lugares que não voltaremos a visitar, existem situações que não viveremos novamente, existem oportunidades que já se esgotaram, existem pessoas com as quais não falaremos de novo e coisas que não conseguiremos consertar.
Realmente precisaríamos de duas ou mais vidas para aprendermos a lidar com o nosso tempo e outras tantas para nos acostumarmos com o tempo das pessoas e das coisas que nos cercam. Em média, os 79 anos de vida que temos não ´são suficientes para aprender a aceitar o tempo. Aliás, precisamos aprender que a única coisa que podemos fazer com o tempo é aceita-lo.
Escrevendo este texto gastei algum tempo de minha vida assim como gastei mais e menos tempo com outras coisas mais ou menos importantes pois a escolha foi só minha. Não adianta lamentar.
Quem ler vai gastar algum tempo também, quem lembrar depois, mais tempo. É assim que podemos mensurar o tempo. Por isso nos foi dado o poder da memória, da lembrança. Justamente para sabermos o que fizemos de nossas vidas.... comemorar ou lamentar são apenas consequências disso.

Mário Quintana disse muito bem!!!

Um Dia


Um dia descobrimos que beijar uma
pessoa para esquecer outra
é bobagem.

Você só não esquece a outra
pessoa como pensa muito
mais nela....

Um dia percebemos que as
melhores provas de amor são
as mais simples...

Um dia percebemos que o
comum não nos atrai...

Um dia saberemos que ser
classificado como o "bonzinho"
não é bom...


Um dia perceberemos que a pessoa
que nunca te liga é a que mais
pensa em você...

Um dia saberemos a importância
da frase:
"Tu te tornas eternamente
responsável por aquilo que cativas..."

Um dia percebemos que somos
muito importantes para alguém,
mas não damos valor a isso...


Enfim... um dia descobrimos
que apesar de viver quase um século
esse tempo todo não é suficiente
para realizarmos todos os
nossos sonhos,

para beijarmos todas as bocas
que nos atraem, para dizer tudo
o que tem que ser dito
naquele momento.

Não existe hora certa para dizer o
que sentimos se quem estiver
te ouvindo não te compreender,
não te merecer...

O jeito é: ou nos conformamos com
a falta de algumas coisas na nossa
vida ou lutamos para realizar
todas as nossas loucuras...

Quem não compreende um olhar
tampouco compreenderá uma
longa explicação.













quarta-feira, 3 de abril de 2013

Conceitos

Estamos conquistando judicialmente o direito de sermos imorais e antiéticos, estamos lutando por direitos individuais em detrimento à coletividade, estamos perdendo o norte, o rumo, a orientação.
A inversão da família está em curso faz tempo. As bases, as tradições, o respeito e a dignidade estão ficando para trás em uma velocidade absurda. Aos poucos vamos ridicularizando a familia, vamos aceitando e convivendo com as mais diversas e preocupantes situações ao ponto de perdemos aquela sensação se surpresa. Estamos perdendo a capacidade de sermos surpreendidos!!! Nada mais nos abala, nada mais choca, nada mais assusta. Tudo é normal, tudo é comum e aceitável. Precisamos ser modernos e desprovidos de todos os preconceitos, de todas as normas ultrapassadas não é mesmo? (sarcasmo)
Está acontecendo com a nossa moral, com a nossa dignidade, com o nosso respeito às tradições a mesma coisa que aconteceu com as colocações de algumas palavras da nossa língua portuguesa. Vou exemplificar:
- BAGATELA - O real significado da palavra bagatela é uma referencia a algo sem valor, algo barato. Porém atualmente usamos este termo para exemplificar algo completamente ao contrário. Utilizamos bagatela quando queremos exaltar o alto valor de algo por exemplo: "este diamante custou a BAGATELA de 10 milhões de reais" ou "o jogador mais caro do futebol custou ao clube a BAGATELA de 120 milhões de Euros".
- PARA VARIAR - Onde o real significado seria algo fora do comum, que foge dos padrões usuais só está sendo uitlizado pelas pessoas para dar sentido a algo que acontece frequentemente, por exemplo: "para variar, as chuvas de março causaram desmoronamentos na região serrana do Rio de Janeiro" "milhares e milhares de carros congestionam as estradas e, para variar, quilômetros de congestionamentos são registrados na volta para casa no feriadão"
Estamos invertendo a nossa moral e a nossa ética com a mesma facilidade que invertemos o sentido das palavras aquí exemplificadas.
As nossas crianças vão crescendo ouvindo e se acostumando com a inversão das palavras bem como a decadência da moral e da coletividade. Estamos criando pessoinhas, incurtindo nelas o sentido de que vale tudo em busca da felicidade individual.
Jogamos fora os relacionamentos da mesma forma como trocamos os eletrodomésticos. Substituímos pessoas da mesma forma como mudamos a decoração de casa. Cansamos rápido demais, não suportamos mais sacrifícios, não abrimos mão de nada.
É o fim das oficinas, é o fim da perpetuação de bens e valores por conta do consumismo.
Utilizamos cada vez mais materiais duvidosos para confeccionar nossos bens de consumo assim como valores invertidos para edificarmos nossas famílias.
E quando tivermos conseguido todos os direitos, quando o indivíduo em fim tiver mais valor que a coletividade, nos restará entramos com uma liminar no sentido de termos os mesmos poderes de Deus.