Cheguei agora no hotel. Cansado da viagem. Pensativo e sem muita disposição para escrever mesmo tendo a cabeça fervendo de idéias.
Resolví então colocar algumas imagens e frases que estão fazendo sentido na minha vida neste momento.
Para os dois lados!!!
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
20 anos
Faz mais de 20 anos.
Sem contato, sem falar, sem ver, sem saber de absolutamente nada.
E não é que parecem 20 minutos?
Alguém tem uma explicação para isso?
Eu não tenho... nenhuma... só posso é aproveitar... ê vida doida!!!
Sem contato, sem falar, sem ver, sem saber de absolutamente nada.
E não é que parecem 20 minutos?
Alguém tem uma explicação para isso?
Eu não tenho... nenhuma... só posso é aproveitar... ê vida doida!!!
sábado, 22 de setembro de 2012
Faxina
E a casa volta a ser arrumada depois de 45 dias....
Chão varrido, teias de aranha e traças retiradas das paredes, poeira fora dos móveis, mesas e cadeiras sem marcas de dedo ou restos de pão. Roupa toda lavada, ainda úmida no varal, banheiro cheirando a limpo, sem limo nos azulejos, garagem lavada.
Alguns móveis mudados de lugar, mais espaço sobrando nos guarda roupas e até mesmo na área de circulação de toda a casa.
Pano passado no chão, panos de chão estrategicamente colocados. Caixas de sapatos alinhadas simetricamente na prateleira, separadas por proprietários, tanque da área de serviço vazio e pronto para ser usado como há muito tempo não se via.
Cheiro de lustra móveis misturado com desinfetante, suor escorrendo pelo corpo.
Não consegui fazer nada disto neste últimos dias e não entendia o por quê! E realmente não havia um por quê.
E por que agora me deu esta vontade? E qual agora foi o motivo?
Vai-se saber!!!
Eu SEI!!
!
Presente
E agora tudo mudou! Agora já vejo o mundo com outros olhos, novos olhos. Já vejo nuvens negras pairando sobre mim se afastando cada vez mais. O sol de meio dia começa a coroar com seu halo minha cabeça, enchendo minha vida de forças novamente.
E vou ter que agradecer ao passado recente por trazer de volta o passado antigo.
Categorizando o passado... Parece brincadeira.... Chega a ser engraçado. E tudo volta a ficar claro. E tudo o que aconteceu fez com que eu me tornasse uma pessoa melhor. Todo o sofrimento, todas as mentiras que eu passei foram só para me fazer esperar a hora certa.
É difícil suportar e aceitar. O futuro ainda cobrará por tudo isso mas agora estou entrando em outro presente. Presente nos dois sentidos da palavra.
Nossa lingua portuguesa é assim mesmo, gosta de pregar peças na gente. Presente, modo verbal, significa o agora, o que se vive no momento. Presente, substantivo masculino, o que se dá ou recebe em gratidão, em oferenda, regalo, agrado.
Estou recebendo um presente da vida para viver melhor o meu presente. E o futuro. Que agora sei que será eterno pois já durou o tamanho do infinito.
E vou ter que agradecer ao passado recente por trazer de volta o passado antigo.
Categorizando o passado... Parece brincadeira.... Chega a ser engraçado. E tudo volta a ficar claro. E tudo o que aconteceu fez com que eu me tornasse uma pessoa melhor. Todo o sofrimento, todas as mentiras que eu passei foram só para me fazer esperar a hora certa.
É difícil suportar e aceitar. O futuro ainda cobrará por tudo isso mas agora estou entrando em outro presente. Presente nos dois sentidos da palavra.
Nossa lingua portuguesa é assim mesmo, gosta de pregar peças na gente. Presente, modo verbal, significa o agora, o que se vive no momento. Presente, substantivo masculino, o que se dá ou recebe em gratidão, em oferenda, regalo, agrado.
Estou recebendo um presente da vida para viver melhor o meu presente. E o futuro. Que agora sei que será eterno pois já durou o tamanho do infinito.
Tristes palhaços
E o pintor, e o poeta, e o músico, e o ator e o escritor e o artista em geral sempre manifesta o melhor de sua arte nos dois extremos de seu momento atual. Seja na dor ou seja na alegria infinita, exatamente nestes momentos são pintados os mais belos quadros, os versos mais perfeitos são escritos, as músicas mais lembrada são compostas, os mais belos livros editados.
A inspiração é motivada pelo sentimento, é potencializada das depressões e nas alegrias. O artista precisa mostrar seus sentimentos através de suas obras. O artista é um tímido calado, introspecto em seus devaneios e precisa extravasar seus sentimentos de alguma forma.
Bendito sejam estes sentimentos, benditos sejam estes loucos introspectos que jamais foram tratados pelos psicólogos ou psiquiatras. Bendita toda a arte que é fruto de alguma loucura. Bendito o amor que é o pai de todas as artes. Tudo o que enche nossos olhos e nossas mentes é fruto deste amor sentido pelos artistas.
Benditas sejam estas musas inspiradoras que fazem destes artistas pessoas tão diferentes aos iguais.
Toda palavra retida na boca de um artista é expressada em sua obra. Cale um artista e dê-lhe ferramentas para alimentar a nossa humanidade com tanta beleza.
O artista faz-nos sofrer e amar com tal intensidade que entramos em suas obras, compartilhamos um pouco de sua loucura pois na realidade, fora de seu mundo, somos covardes sufocadores de nossos sentimentos, somos medíocres envergonhados humanos orgulhosos de nossas insensibilidades.
Tire o pincel e as tintas do pintor, tire a caneta do poeta e escritor, tire do músico seu instrumento, tire do ator o seu texto e teremos pessoas sem rosto e sem identidade. Seremos todos iguais, uma multidão de pessoas sem face pois estes artistas, estes loucos apaixonados, cedem a nós, cada um de sua maneira, um pouco de sua identidade.
Tire do palhaço a sua máscara e seremos então todos palhaços! Tristes palhaços!!!
!sol de meio dia
E eu mudei. E eu voltei ao passado. Mudei-me de volta ao passado.
Agora vejo muita coisa. Agora abri meus olhos, olhos da memória, olhos da sabedoria e da experiência.
E agora eu ví que minhas atitudes mudaram a vida de várias pessoas, algumas para melhor e outras para pior. E ví que não só as minhas filhas nasceram por minha interferência. Agora eu ví que independente do tempo e da distância, minhas decisões continuaram modificando a vida de pessoas que eu nem via mais. E que eu faço parte do presente de outras pessoas mesmo não sabendo.
E que mesmo distante, eu estava no dia a dia, as lembranças alegres, as tristes, sempre fui lembrado como o SE. SE tivesse sido de outra forma, SE isso acontecesse, SE isso não acontecesse.
Deixei de ser o SER para ser o SE na vida de algumas pessoas.
E ví que poderia ter dado mais de mim, e ví que poderia ter cuidado mais do meu passado, e ví que algumas pessoas não deveriam ter saído de minha vida e outras não deveriam ter entrado. E ví que tudo é perfeito quando tem que ser perfeito. E ví que o universo já havia escrito a historia que estou vivendo agora, harmoniosamente concatenando os fatos, os acontecimentos para que tudo convergisse neste exato ponto de nossas vidas. E ví que realmente o destino existe, e realmente ví que Deus escreve certo por linhas BEM tortas. E sei que é um novo começo de uma velha estrada. Sei que estamos parados, olhando para um caminho bem longo que deveríamos ter percorrido a muito tempo. Vamos caminhar, sem pressa, sem correrias, com sabedoria e consciência.
E vamos varrendo as folhas secas, vamos tirando as pedrinhas do caminho apenas com nossos passos, e que as pedras maiores serão movidas com nossa força, e que as pedras que não podem ser movidas serão contornadas de mãos dadas novamente. E desta vez sem nenhuma sombra, em pleno sol de meio dia, sem esconderijos e sem ninguém vigiando.
E agora poderemos saborear a liberdade, poderemos sair do anonimato, das sombras do amor.
Quanta coisa cabe em um passado mal resolvido!!! Quantos sentimentos duram tanto tempo!!!
E agora sofro novamente. Mas sofro não pelo que fiz ou pelo que perdi. Sofro por não poder fazer nada por enquanto. Sofro por ter que esperar mais algum tempo. Porém, sofro feliz agora por que sei que o que é meu sempre esteve lá me esperando, torcendo por mim, me mantendo vivo em suas memórias, suas mais doces recordações. E é bom ver que não restaram mágoas, raivas, cobranças, desentendimentos. E é bom ver que o jardim está bem cuidado apesar do tempo e que suas flores estão desabrochando novamente.
Lamento não ter estado lá nos muitos momentos difíceis, para cuidar, ajudar, orientar. Sinto muito por não ter estado nos poucos momentos de alegria e por não ter proporcionado as alegrias de sua vida.
Mas o sorriso continua o mesmo, farto, lindo e constante, os olhos baixados, tímidos, cabelos longos insistentemente atrás das orelhas e os dentes cerrados, perfeitos, nervosos....
Podemos chamar de destino, sorte, coincidência, acaso, predestinação, eternidade, sei lá que nome tem isso. Chega a ser assustador. Um susto que abre meu sorriso e me faz crer novamente em um futuro melhor.
E eu que não dormia de tristeza agora tenho a louca insônia dos enamorados!!!
Agora vejo muita coisa. Agora abri meus olhos, olhos da memória, olhos da sabedoria e da experiência.
E agora eu ví que minhas atitudes mudaram a vida de várias pessoas, algumas para melhor e outras para pior. E ví que não só as minhas filhas nasceram por minha interferência. Agora eu ví que independente do tempo e da distância, minhas decisões continuaram modificando a vida de pessoas que eu nem via mais. E que eu faço parte do presente de outras pessoas mesmo não sabendo.
E que mesmo distante, eu estava no dia a dia, as lembranças alegres, as tristes, sempre fui lembrado como o SE. SE tivesse sido de outra forma, SE isso acontecesse, SE isso não acontecesse.
Deixei de ser o SER para ser o SE na vida de algumas pessoas.
E ví que poderia ter dado mais de mim, e ví que poderia ter cuidado mais do meu passado, e ví que algumas pessoas não deveriam ter saído de minha vida e outras não deveriam ter entrado. E ví que tudo é perfeito quando tem que ser perfeito. E ví que o universo já havia escrito a historia que estou vivendo agora, harmoniosamente concatenando os fatos, os acontecimentos para que tudo convergisse neste exato ponto de nossas vidas. E ví que realmente o destino existe, e realmente ví que Deus escreve certo por linhas BEM tortas. E sei que é um novo começo de uma velha estrada. Sei que estamos parados, olhando para um caminho bem longo que deveríamos ter percorrido a muito tempo. Vamos caminhar, sem pressa, sem correrias, com sabedoria e consciência.
E vamos varrendo as folhas secas, vamos tirando as pedrinhas do caminho apenas com nossos passos, e que as pedras maiores serão movidas com nossa força, e que as pedras que não podem ser movidas serão contornadas de mãos dadas novamente. E desta vez sem nenhuma sombra, em pleno sol de meio dia, sem esconderijos e sem ninguém vigiando.
E agora poderemos saborear a liberdade, poderemos sair do anonimato, das sombras do amor.
Quanta coisa cabe em um passado mal resolvido!!! Quantos sentimentos duram tanto tempo!!!
E agora sofro novamente. Mas sofro não pelo que fiz ou pelo que perdi. Sofro por não poder fazer nada por enquanto. Sofro por ter que esperar mais algum tempo. Porém, sofro feliz agora por que sei que o que é meu sempre esteve lá me esperando, torcendo por mim, me mantendo vivo em suas memórias, suas mais doces recordações. E é bom ver que não restaram mágoas, raivas, cobranças, desentendimentos. E é bom ver que o jardim está bem cuidado apesar do tempo e que suas flores estão desabrochando novamente.
Lamento não ter estado lá nos muitos momentos difíceis, para cuidar, ajudar, orientar. Sinto muito por não ter estado nos poucos momentos de alegria e por não ter proporcionado as alegrias de sua vida.
Mas o sorriso continua o mesmo, farto, lindo e constante, os olhos baixados, tímidos, cabelos longos insistentemente atrás das orelhas e os dentes cerrados, perfeitos, nervosos....
Podemos chamar de destino, sorte, coincidência, acaso, predestinação, eternidade, sei lá que nome tem isso. Chega a ser assustador. Um susto que abre meu sorriso e me faz crer novamente em um futuro melhor.
E eu que não dormia de tristeza agora tenho a louca insônia dos enamorados!!!
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
O solitário aventureiro
Pessoas não são iguais em tudo. Mesmo gêmeos univitelinos se diferenciam de acordo com a criação e a interferência das pessoas ao longo da vida.
Variam tanto fisicamente quanto comportamentalmente. Os padrões de limites variam de acordo com a idade e a experiência de cada pessoa.
Algumas particularidades, algumas individualidades, gostos, gestos, tiques, manias, desejos, limites dentre tantos outros aspectos são únicos. Podem ser parecidos porém são únicos de cada pessoa.
Lembro-me bem como no início tudo era absolutamente lindo e igualitário. Lembro-me bem que eu adorava presentear, estar perto, dar atenção, servir, ensinar, ajudar, proteger, bajular, defender.
Lembro-me bem que a pessoa adorava receber presente, contar com minha presença, aproveitar minha atenção, meus préstimos, meus ensinamentos, minhas ajudas, proteções, bajulações e defesas.
O brilho nos olhos, o sorriso nos lábios sempre comprovaram isso.
Mas não dá para prever, não dá para medir a satisfação das pessoas. Não dá para saber até onde vai a linha limite do que é moralmente aceito e o que não é. Não dá para saber até onde uma pessoa, mesmo querendo descobrir o sabor de outra comida, irá continuar comendo no mesmo lugar.
Eu sei dos meus limites. Eu sei que desejei jogar outro jogo, enfrentar outro adversário, experimentar outros corpos e outras bocas, experimentar outros relacionamentos, começar de novo, voltar atrás. Eu sei que muitas vezes eu estive descontente, amargurado e até inseguro em relação ao que eu sentia. Mas jamais cheguei perto da minha linha limite. Jamais pensei em ultrapassá-la. Sempre resolví meus conflitos internos sozinho, comigo mesmo, com minha paciência e minha sabedoria. Sempre soube que indo para o outro lado eu estaria perdendo mais que ganhando, demorasse o tempo que fosse, uma hora eu ira acabar perdendo. E o que eu perderia, seria irrecuperável. Sempre tive isso dentro de mim como uma verdade única e absoluta.
Por todo o tempo eu fui um só e de um só. Não me dividí nem em pensamento. Não quis nada além do que eu tinha, mesmo que eu não tivesse muito ou mesmo que eu não tivesse o que eu merecia, era o que eu tinha.
fui ensinado a ser assim, minhas influências me levaram a ser assim. O que é meu, é meu. E o que é meu, eu cuido. Não passou sequer pela minha consideração cuidar de algo que não fosse meu.
Mas as pessoas não são assim. Não todas.
Pessoas passam a linha limite com facilidade. Sem medir as consequências, sem saber dos sofrimentos alheios. cientistas, escavadores, matemáticos, geólogos, alpinistas, navegadores, astrônimos, historiadores, aventureiros, pessoas com perfil dinâmico, livre. Pessoas que para obter destaque e reconhecimento sempre buscaram o mais. Sempre foram além dos limites. Alguns se machucaram no caminho, outros se perderam, tantos outros morreram tentando o seu lugar ao sol, o seu merecido reconhecimento. Muitas vezes se chega ao topo de uma grande montanha pelo prazer se chegar lá, mesmo que seja só um topo, minúsculo e que de tão minúsculo, sua ocupação seja permitida a uma só pessoa. Mesmo que o prazer não possa ser compartilhado e mesmo tendo ter que deixar tudo pelo caminho, o aventureiro está lá naquele momento.
Muitas vezes se atravessa um deserto imenso pelo simples prazer da travessia mas o aventureiro quer estar lá neste momento.
O solitário aventureiro.
Minha casa x Meu lar
Adoro a minha casa. vivo nela faz 11 anos e quase nada mudou. Gosto de chegar no portão e ver o Lucca esperando para sair e fazer o seu xixi no muro do vizinho, descer a rua e sair marcando território apesar dos meus gritos para ele voltar. Guardo o carro na garagem já imaginando que tenho um trabalho inadiável de lavar a varanda por conta do que o cachorro não faz na rua.... Vida bandida.
Abro a porta da sala e coloco mais um par de sapatos embaixo da estante da sala, passo os olhos e conto, já são 4 pares, um meu e 3 das meninas. Acendo a luz amarela do teto e tudo fica na penumbra, sinto o cheiro quente da sala me invadindo o corpo. Coisa boa! Aparentemente apenas a poeira sob os móveis destoam da arrumação. Uma almofada no chão e mais três no sofá. Coisa simples de se arrumar.
Entro no quarto, a cama ainda desarrumada porém não há nenhuma roupa para passar e nem guardar. O cheiro do quarto ainda é o mesmo cheiro quente da sala, me dá a certeza de que estou no lugar certo e na hora certa depois de um dia de trabalho. É reconfortante ter um lugar para estar, um lugar para se sentir dono, se sentir rei apesar de não passar de um palhaço.
A cozinha, o banheiro, os quartos das meninas, área de serviço, o quintal com mato para ser capinado. Tudo como sempre, tudo é o meu canto, o meu refugo.
Não sou de muito luxo e ostentação, gosto da simplicidade perpetuada na segurança. Gosto da calmaria, do sossego. Não me apego muito ao novo nem às mudanças. Gosto do compromisso. Gosto do que tenho e não arrisco perder pelo desconhecido.
Adoro minha casa e dela sinto falta. Sinto falta do barulho, da movimentação, da espera interminável pela chegada que quem nela mora, sinto falta da bagunça, das roupas jogadas pelo chão, da pia do banheiro cheia de marcas de pasta de dente, os fios de cabelo no ralo.
Sinto falta dos banhos quentes intermináveis e do creme para cabelo espalhado no chão do banheiro.
Gosto de tudo isso. É isso que faz de uma casa, um lar. São as individualidades, são as coisas do dia a dia, a rotina. Mais do mesmo sempre.
Em uma casa sempre haverá camas, guarda-roupas, sofás, televisores, mesas, cadeiras, fogões e geladeiras. Em uma casa sempre haverá gente.
Em um lar, há um segundo exato para se levantar todos os dias, passar pelo corredor e ver as filhas dormindo, uma debaixo da coberta e a outra com as pernas dobradas como se estivesse sentada. Em um lar há uma porta de geladeira que ficou aberta, um xixí de cachorro no canto do sofá, uma peça de roupa jogada no lado do guarda roupas toda empoeirada, em um lar há falta de dinheiro, contas atrasadas, há coisas para jogar fora e coisas para comprar. Em um lar há concordâncias e desencontros, há brigas e roconciliações, em um lar há aprendizado constante.
Uma casa é constituída por tijolos, lajotas, cimento, madeira e objeitos. Um lar é constituído por diversas qualidades, usos e costumes, hábitos e vícios.
Casas são iguais, lares são únicos. Lares são eternos e indestrutíveis.
Feliz a geração que se perpetua, que cria seus filhos e netos em um mesmo lar. Feliz um casal que supera suas crises financeiras e sentimentais proporcionando a seus filhos os exemplos maiores, mais importantes para a solidificação de uma família.
Em uma família, o importante é agir como em uma guerra quando um soldado ferido não consegue mais andar. Sempre os companheiros o carregam e não deixam ele morrer no campo de batalha. Temos que estar preparados para carregar no colo em algum momento aquela pessoa que não anda mais junto, que não se acha capaz de continuar na guerra. Caso contrário, o lar volta a ser só uma casa.
Sinto saudade, não de minha casa mas sim de meu lar.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Lei João da Silva
Temos acompanhado através dos noticiários em geral o grande aumento no número de homens maltratando as mulheres, seja verbalmente ou fisicamente, este número a cada dia se torna mais assutador e preocupante.
São inúmeros casos de maridos que batem nas mulheres, matam, degolam, abusam dos filhos, dos enteados, quebram a casa e destroem a família.
Obviamente que estes fatos sempre ocorreram e algumas pessoas vão dizer que devido a lei Maria da Penha, só agora as mulheres estão tomando coragem para denunciar e resolver o problema. Era comum no passado a mulher se resignar, aceitar a violência do marido, resolver as coisas mesmo em família, esconder dos filhos e dos vizinhos os maus tratos.
Com o aumento do número te televisores nos lares e o grande número de programas jornalísticos que se alimenta destes casos, nossos ouvidos e olhos estão o tempo todo sendo bombardeados com estas imagens e sons da violência doméstica.
Eu costumo ler muito e me informar bastante. Gosto da historia de um modo em geral pois através dela vamos acompanhando não só a formação de uma nação mas também as mudanças de comportamento de seu povo.
Geralmente estudamos polícita nacional, internacional, estudamos o comércio, as guerras, as conquistas e derrocadas das nações mas quase nunca estudamos a formação da sociedade e a sua mudança através dos tempos. Geralmente não estudamos o ponto final onde chegou o rock de Elvis ou dos Beatles, a influência da Semana da moda em Paris, os avanços da industrialização e da produção de bens de consumo em série, as novas tecnologias da imprensa escrita que inundou de informação as cabeças das pessoas.
Nunca, ou quase nunca, lemos estudos que remetam ao comportamento por detrás das portas de uma casa.
Estudamos o comportamento da massa e não da família individualmente.
Mas, de acordo com o que leio, de acordo com o que eu pesquiso, uma mudança radical está acontecendo na origem deste problema de violência doméstica onde, a algumas décadas atrás, o principal motivo destas ocorrências era o vício em bebidas alcoólicas seguido pelo desemprego e frustração do homem em não conseguir provir sua família com todas as condições necessárias ao seu bem estar.
Aos poucos as mulheres foram encontrando seus direitos, estudando e ocupando cada vez mais as vagas no mercado de trabalho e no interesse do comércio dos bens de consumo. Cada vez mais as mulheres se tornaram independentes e auto-sustentáveis. Cada vez mais as mulheres foram conseguindo se livrar da mão de ferro do homem dominador e a bebida deixou de ser o principal motivo para justificar a violência contra ela.
O problema é que com toda a independência, com todas as suas conquistas, a mulher perdeu um quê de feminilidade. A mulher também perdeu um pouco do romantismo e se deixou nivelar de igual para igual com o homem.
A mulher passou a propagar suas idéias, a demonstrar seus interesses e também a mudar sua opinião e postura até mesmo dentro da união sentimental.
Somando-se a estes fatores também o desenvolvimento da imprensa, falada, escrita e televisada, a pré-globalização dos anos 1980, a invasão das modas e costumes europeus e americanos, a banalização das artes, das músicas, das vestimentas, a liberdade conquistada pela queda da ditadura e a falta de orientação de o que fazer com esta liberdade levaram à esta condição social que estamos vivendo hoje.
Tudo é permitido e tudo é liberado. Começar de novo é mais fácil que insistir e tentar de novo. Os amores são trocados de acordo com a conveniência de dia, de lugar, de momento.
Onde havia o flerte, a troca de olhares e os sorrisos tímidos com a cabeça abaixada tornou-se uma competição de beijos e trocas de pretendentes efêmeros, que duram apenas uma noite.
As mulheres hoje buscam os homens da mesma forma como os homens buscavam as mulheres no passado.
Há de se avaliar a situação com o coração aberto e sem levantar bandeiras de feminismo ou machismo. Estou apenas compartilhando a minha opinião de que as mudanças ocorreram muito mais rápidas nas mulheres que nos homens. Os homens ainda têm o instinto de predador, de procriador, de provedor mais aflorados dos que os instintos de família da mulher.
Acredito que mais importantes que as leis que dão direitos iguais a homens e mulheres, deveriam haver projetos, leis, estudos, comprometimento da sociedade, estudos, especialistas, defensores, advogados e juízes que obrigassem, que tornassem obrigatório os tratamentos e terapias em família para evitar que no futuro, do jeito que a coisa anda, nos tornemos meros praticantes de sexo de noite e inimigos durante o dia.
Não há lei Maria da Penha ou João da Silva que dê jeito na situação.
A violência contra a mulher é crime, a violência contra o homem é crime. A violência contra a instituição família também deveria ser crime.
Proponho a criação da lei Maria João da Família Unida.
Arrependimento
A principal definição que eu conseguí conceber sobre o arrependimento é o confronto entre o passado e o futuro.
É no exato momento em que queremos seguir em frente e algo nos impede. No exato momento que queremos tomar uma decisão e não conseguimos.
Geralmente não enxergamos os motivos mas se voltarmos no passado iremos entender que foram nossas atitudes lá atrás que impedem que façamos algo hoje, o que deixamos mal resolvido no passado não deixa o futuro acontecer.
Temos o péssimo hábito de culpar a vida, de achar que tudo dá certo para os outros e não para nós. Temos a sensação de que tudo é mais dificil a partir de certo momento. Vemos as pessoas rindo, com felicidade nos olhos, nas atitudes. Vemos as pessoas em comunhão e não conseguimos encontrar nestas pessoas as dificuldades pelas quais passamos.
Pois então, é exatamente neste momento em que o passado se faz valer, se faz forte e resolve parar o futuro, confrontar o futuro. Proibir que algo vá à frente sem antes corrigir o que de mal tem nele.
É como se fosse uma pororoca, onde o mar é o passado e o rio futuro. O mar invade o rio em algum momento, impedindo que o rio lance suas águas sobre ele.
Então acredito que o arrependimento é aquela interminável onda que se forma quando as duas águas se enfrentam. O passado e o futuro se degladiando no presente. O passado cobrando seu preço e o futuro incerto, esperando a tormenta passar. Este tempo corrói nossa alma. Este é o tempo que dura o arrependimento, este tempo é o tempo que dói, é o tempo que pensamos que poderíamos ter feito diferente, que poderíamos ter esperado um pouco mais, que não deveríamos ter esperado tanto, que deveríamos fazer diferente o que realmente fizemos, é o tempo da prestação de contas, este é o tempo que nossos fantasmas nos assombram. Fôssemos nós mortos, diria que este tempo poderia ser o limbo...
Esta onda, esta pororoca, estas águas impiedosas doem, causam sofrimento e medo. Medo das críticas, medo dos olhos das pessoas que tentaram nos avisar, medo das palavras críticas, medo das concepções, medo do "tá vendo, falta de aviso não foi", "e você que tinha tudo", "como sua vida era boa e você não aceitou, jogou tudo fora", "agora não adianta chorar o leite derramado", "só lamento por você".
Todas as pessoas competem entre sí e todas querem ter a sua razão como única e absoluta. E estas cobranças virão, ao certo virão.
Cobramos até de nós mesmos. Passamos a ter medo até de nosso próprio senso crítico que, por mais fraco que seja, por mais que perdoemos nossas próprias atitudes e justifiquemos no presente nossos erros do passado, o discernimento sobre nossas atitudes nos tira o sono, nos priva de alegrias e nos enche de pororoca,digo, arrependimento.
E como diriam meus avós, de arrependidos o inferno está cheio.

só os fortes entenderão parte 2
Então que seja assim a partir de agora.
E que das pessoas eu só aceite as qualidades e faça uso destas em favor próprio.
E que eu não precise retribuir nenhum favor e que eu não precise demonstrar gratidão a quem me ajuda pois para as pessoas eu não preciso compartilhar os meus sentimentos.
Então que eu seja assim, firme e duro como uma pedra. Imponente e intangível. E que eu esteja alí só para ser admirado. E que eu não tenha emoções para com ninguém.
Eu me basto e sou auto suficiente. E todas as minhas ações nunca interferirão nas vidas das pessoas pois as pessoas superam tudo assim como eu superei. eu sou forte e aprendí a ser forte por mim mesmo. SOZINHO.
E as pessoas entram e saem da minha vida sem qualquer aviso. E eu não me prendo. Não importa o que eu perca ou o que as outras pessoas perdem, quando eu quero, simplesmente fecho os olhos e me vou. Jà fiz isto outras vezes. Já fizeram isso comigo e foi assim que aprendí.
Aprendí que quando uma coisa começa a estragar não preciso de reparar, não preciso consertar, não preciso me preocupar pois é mais fácil substituir. Não importa quantas pessoas brinquem com o meu brinquedo. O que importa é eu brincar sozinho.
E não importa o tempo que passei com as pessoas, não importa o que construí na vida, e não importa as consequências dos meus atos no futuro das pessoas. Eu sou mais eu. Penso em mim na primeira pessoa do singular. Conjugo o meu verbo só na primeira pessoa do singular. EU posso, EU quero, EU vou.
Não tem nós e não tem Eles.
E eu sou assim, fazer o que? Sempre descontente, sempre me entregando a outros sabores. Meu prato de comida é variado assim como meus restaurantes também. Não gosto de comida caseira. Dá trabalho demais para fazer e depois arrumar tudo. Prefiro ser servido a servir. prefiro usar a ser usado. E, acreditem, eu consigo muitas coisas desta forma.
Ah.. e a dívida disso tudo? Bem, vou adiando o pagamento, jogando para a frente. Esperando ver o que o futuro me cobrará. Não vou dar o calote. Uma hora o preço será cobrado e terei mesmo que pagar. Uma hora eu conseguirei ver o que fiz no coração das pessoas, uma hora vou conseguir sentir o sentimento delas.
Chega uma hora que o passado e o futuro se encontram para um acerto de contas. É inevitável.
É a hora do arrependimento.
só os fortes entenderão parte 2
Não te amo mais
More
bom dia
pode me ajudar?
Tô fudida
Tenho que responder um email mas não entendí nada que o Roberto quer.
Pode ler para mim?
... blá blá blá... blá blá blá....
E então o que achou?
More
pode me ajudar?
veja se esta resposta está boa.
... blá blá blá... blá blá blá....
More
olha isso
... blá blá blá... blá blá blá.....
então, você acha que está bom?
More
Tenho que falar hoje para o treinamento sobre a repimboca da parafuseta.. você pode olhar para mim o que é isso? a apresentação é para hoje...
More
Tô fudida....
a monografia é para quinta feira e eu ainda não fiz nada. Estou desesperada...
More
Tô tão cansada... pode vir me buscar?
gladston
domingo, 16 de setembro de 2012
Ratos e navio
E aí que hoje eu peguei as roupas para passar, depois de quase 40 dias. Passei todas. Tal como Xitãozinho e Xororó, encontrei ainda alguns fios de cabelo grudados em minhas camisas.
Joguei todos fora. Coisa mais sem sentido.
Minhas filhas chegaram do passeio. Agora é só passeio. A responsabilidade e o futuro delas foram trocados por algo muito mais vantajoso. O amor!!!
Ah.... o amor... como o amor vale todo sacrifício. Como o amor tem que ser sempre trocado por outro amor maior, mais intenso. O amor tem que ser trocado por outro mais belo, com mais futuro,
Então, voltando ao texto, aproveitei a chegada das minhas filhas do passeio e pedí ajuda para limpar o guarda roupas. Jogar fora todos os lençóis e fronhas do passado. Jogar fora as cobertas, os travesseiros que não valem mais nada pois a essência não existe mais.
Não fui eu quem entrou no bote salva vidas. eu afundei junto com o navio. não fui o rato. No meio marítimo todos sabem que quando os ratos abandonam o navio é por que ele vai afundar. São os primeiros.
Eu não sou rato. Nem tampouco desleal. Foi-me proposto um jogo, com as regras estabelecidas. Mas o jogo era de cartas marcadas. Já se sabia o final e joguei sozinho.
Enquanto eu seguia as regras, os dados eram jogados em outro tabuleiro, as cartas eram dadas em outra mesa. O jogo foi desleal.
Mas o prêmio deste jogo, as medalhas, o pódio não é alcançado agora. É na hora do acerto de contas. É na hora que o futuro e o passado se encontram que o prêmio é dado ao vencedor. E nem sempre o dono da bola controla o time todo.
Então, voltando ao texto novamente (hoje estou meio "avuado"), tomando minha terceira latinha de heinekken, assistindo ao pânico na TV, me desfiz dos lençóis, fronhas e travesseiros (não velhos) ultrapassados. Pensei em fazer uma doação porém tive receio que quem os recebesse, acabasse levando junto alguma coisa errada, algum desvio da normalidade e acabasse sofrendo do mesmo mal que eles carregaram. Preferí mesmo o lixo.
Vida nova. Gente nova.
Não tenho pressa nenhuma. Minha prioridade ao contrário do que possam imaginar não é o sexo. Não é o órgão sexual feminino e nem os prazeres que ele me proporciona. A minha prioridade é o companheirismo, é o sentido de igualdade. Igualdade de tratamento e igualdade de responsabilidades.
Estive pensando sobre isso e acho que vou me acostumar mal quando enfim eu souber o que é isso. tenho medo de minha reação e também dos sentimentos que posso alimentar de raiva, rancor, ressentimento.
Outro dia ouví um marido discutindo com uma esposa por telefone e me espantei com o tom rude e áspero e tive medo. Fiquei sobressaltado com medo do que poderia acontecer a este casal e o homem me disse que é normal falar assim e que antes mesmo de ir deitar-se tudo estava resolvido.
Acho que este foi o meu problema. Não me deitava. Ou me deitava sozinho.
Recordo-me muito bem que fui aos poucos me anulando e me adequando justamente para não discutir. Para não passar por estes problemas normais entre casais. Isto foi-me tirado.
Gostava muito de internet e de computador. Conversava em salas de chat, bate papo, baixava músicas, filmes, séries, gravava em cd's, dvd's, numerava, arquivava. Passava horas e horas. Mas isto incomodava e aos poucos me "curei" deste vício que estragava meu relacionamento.
Também tinha um problema de gritar muito alto durante uma discussão e isto atrapalhava meu relacionamento. Jogava as coisas, quebrava, socava as portas e todas estas coisas. Mas como isto atrapalhava meu relacionamento, aprendí a falar baixo, aprendí a me conter, e fui aprendendo tanto que aprendí a me calar para não discutir. Aprendí a deixar de lado mas estas coisas não ficam de lado. Elas se acumulam e uma hora voltam à tona com força total.
Gostava de som, de boate, de ver o pessoal se divertindo. Gostava da noite. Odiava (e ainda odeio) o forró mas isto era ruim pois estragava o meu relacionamento. Aprendí a ir só em forrós. Todas as vezes.
Fiz uma conta e cheguei a ir dezoitos vezes seguidas em forró e faz mais de 2 anos que não vou à uma boate. A última vez foi em 31 de julho de 2010.
Aprendí a não gostar de fazer almoço no dia de domingo em casa pois trabalhava a semana toda fora e o domingo era para gastar dinheiro no shopping, na praia ou na fazendinha. O domingo não foi feito para almoçar em casa com a família.
Aprendí que não se deve compartilhar, não se deve dar satisfações e nem acionar a família se tiver algum problema pois a família só atrapalha. é mole? foi gente que não teve família quem me ensinou isso pois conseguiu vencer sem ninguém.
Então estas regras foram sendo passadas e eu fui aprendendo e jogando sem saber que no fim o resultado já estava marcado.
E não vou negar que meu coração está em pedaços e minha cabeça preocupada com o futuro de minhas pequenas. Não por que eu possa vir a faltar. Isto é impossível. Estou com elas para todo o sempre. O meu medo é justamente elas amadurecerem e compreenderem o que se passa. Saberem dos pormenores.
Hoje elas se adaptam mais quando formarem opinião verão que os motivos foram fúteis. Os argumentos todos sem base sólida alguma. E o preço disso é alto.
Tenho medo do arrependimento. Não o meu.
Não faltou a conversa. Não faltou a vontade.
Acredito que tenha faltado um pouco de mim mesmo. Eu não era eu.
Algumas pessoas que lêem este blog me conhecem pessoalmente e sabem do meu bom humor, da minha alegria, da minha prestatividade, da minha comunicação.
Algumas pessoas conhecem minha dedicação e meu empenho e sabem que faço as coisas por amor.
E foi por amor que joguei muita coisa fora hoje. Não sei por qual amor mas foi por amor que me desfiz de coisas que me prendem não ao passado mas ao presente.
Estou preso ao presente.
Tenho hoje três amores, um do passado, um do presente e um do futuro mas não sei quem ocupará este futuro pois a decisão não depende de mim.
ah... e voltando ao assunto do rato e do navio.... O capitão jamais abandona o navio!!!
Os fortes entenderão
Então fica combinado assim: A culpa é mesmo minha.
A minha cara emburrada, a minha anti-socialização e meu jeito ignorante com ciúmes desmedidos e cobranças infundadas levaram a isto tudo.
Obviamente devo precisar de ajuda. Preciso de cuidados médicos, um psicólogo ou psiquiatra para tratar esta minha fobia por pessoas, a minha brutalidade e ignorâncias gratuitas devem ser reflexo de maus tratos ou abandono na minha infância. Devo ter sido uma criança sozinha, criado de qualquer jeito, sem as bases de uma família. Por isso a minha cara emburrada.
Meus ciúmes e cobranças também devem ser tratadas através de terapias pois nunca houve motivos para isso. Nunca houve mentiras ou desvios de moral em meus relacionamentos. Sempre fui um homem afortunado, sempre tive a sorte e a bênção Divina e se me preocupo, e se desconfio, devo estar tendo devaneios. Minhas sensações devem aos poucos me levar à loucura e se eu não for tratado, meu futuro será apenas em companhia da solidão. Eu e ela nos merecemos.
Então fica combinado assim. Não recairá culpa sobre ninguém além de mim. Não quis me reciclar, não soube perdoar e vi sempre coisas que não existiam, ouví pessoas que mentiam, me aliei a pessoas que só destroem e querem o meu mal.
Aliás, não pratiquei o bem nunca. Não dei a liberdade, não dei a atenção, não dei o carinho necessário para manter um relacionamento. Talvez a bebida tenha prejudicado, talvez a falta de emprego e a falta de empenho. Talvez as necessidades fizeram mal.
A minha violência doméstica, os cortes, tapas, socos, chutes eram potencializados pelas drogas que consumia.
Abandonei também as crianças. Não lhes dava a devida atenção. A mim só importavam os amigos e a vida boêmia. Desperdicei todo o meu dinheiro, todo o meu tempo livre não dediquei à minha família e por isso reafirmo. A culpa é mesmo minha.
Nunca estive presente nas doenças, nas batalhas, nas conquistas. Perdi as datas especiais, esquecí aniversários, natais e feriados. Nunca esperei, nunca ajudei e não me esforcei para nada. Sempre quis as coisas de mãos beijadas. Era o senhor e dono do meu mundo. E nele mandava eu.
Não sei se adiantará daquí para a frente mas na próxima oportunidade que eu tiver, saberei como me comportar, larguei a bebida e as drogas, fiz terapia e resolví a minha questão de violência. Fiz alguns contatos com muito trabalho poderão se tornar uma espécie de coleguismo e quem sabe um dia uma amizade.
aprenderei a ser um bom marido se tiver esta oportunidade. Sou filho de Deus e sei que terei uma outra chance. Agarrarei com unhas e dentes e não farei mais uma família sofrer.
E quem sabe um dia eu terei a coragem de aparecer em público, com um sorriso nos lábios, olhar nos olhos das pessoas, ser simpático com desconhecidos sentados em uma mesa de bar no fim do expediênte de sexta feira, quem sabe eu passe o dia na cada das pessoas comendo e bebendo, me socializando ou então encha minha casa de pessoas para um churrasco a cada domingo. Agora aprendí que isso é o que importa.
Aprendí que as opiniões que importam mesmo na nossa vida são as emitidas da porta para fora e não da porta para dentro de nossa própria casa. Errei.
Só os fortes entenderão!!!
Frases certas
Tive o grande prazer de poder comprovar um mito, uma lenda. Tive o prazer de receber provas de que a frase "um grande amor nunca morre" é realmente verdade.
Tenho certeza de que 99% das pessoas que dizem esta frase o fazem mais por súplica do que efetivamente credibilidade em seu poder. Elas clamam por provas, repetem a frase com a intenção que ela se torne verdade.
E eu estou dentro do grupo de 1% agraciados com a certeza da veracidade da frase. Um grande amor nunca morre. hoje eu já posso falar com propriedade, posso falar do lado da certeza e não do lado da súplica.
E através desta certeza que tive, uma outra frase também se mostrou verdadeira aos meus olhos. Uma frase muito conhecida de todos. "Deus escreve certo por linhas tortas".
Além de perceber a verdade destas palavras, sou o exemplo vivo da tal linha torta a que se refere esta frase.
-risos-
Quer mais linha torta que a minha história?

Tenho certeza de que 99% das pessoas que dizem esta frase o fazem mais por súplica do que efetivamente credibilidade em seu poder. Elas clamam por provas, repetem a frase com a intenção que ela se torne verdade.
E eu estou dentro do grupo de 1% agraciados com a certeza da veracidade da frase. Um grande amor nunca morre. hoje eu já posso falar com propriedade, posso falar do lado da certeza e não do lado da súplica.
E através desta certeza que tive, uma outra frase também se mostrou verdadeira aos meus olhos. Uma frase muito conhecida de todos. "Deus escreve certo por linhas tortas".
Além de perceber a verdade destas palavras, sou o exemplo vivo da tal linha torta a que se refere esta frase.
-risos-
Quer mais linha torta que a minha história?
Intervalo do jogo da vida
Jogo de futebol. Intervalo de 15 minutos para os dois times. Hora de conversar e ver o que aconteceu no primeiro tempo do jogo, o que o time está fazendo de correto e o que pode ser melhorado para o segundo tempo. Fazer as devidas modificações, substituições, enfim, acertar tudo.
A mesma coisa acontece em várias outras ocasiões, em vários outros esportes. Para tudo há um intervalo para que as coisas não se tornem monótonas ou mesmo para que se acerte o que estava sendo feito antes.
Cada parte dividida entre intervalos são partes diferentes da mesma coisa. Tudo pode ser mantido ou modificado de acordo com a conveniência, de acordo com a necessidade. Porém, o intervalo é necessário para a reflexão.
Quem nunca esperou ansiosamente pelo intervalo entre as aulas. Quando as primeiras aulas pareciam não ter fim e o sinal toca para o tão esperado recreio. hora de comer, brincar, conversar, jogar bola, esquecer mesmo que por 20, 30 minutos os ensinamentos do prolixo professor?
Uma pausa para o coffee break é tão boa durante as intermináveis reuniões e apresentações de planilhas, palestras, conferências. Talvez seja o melhor momento do dia. Um momento tão aguardado quanto o certificado de comparecimento.
E então reparamos que os intervalos são tão importantes nas nossas vidas quanto os momentos em que realmente estamos produzindo algo, que estamos nos esforçando em uma atividade qualquer, seja esportiva, seja profissional.
Lastimamos muitas vezes quando a vida nos obriga a darmos um intervalo em tudo de uma só vez. Quando somos obrigados a interromper nossos planos, nossos sonhos por conta de atitudes e decisões de outras pessoas pois infelizmente as pessoas têm este poder,
Infelizmente as pessoas interferem em nossas vidas e conseguem nos obrigar a dar um tempo, parar com tudo, seja por um dia ou vários anos.
Nunca estamos imunes a estes intervalos e paradas. Em um mesmo momento poderemos ter projetos e sonhos sendo tocados enquanto outros estão em stand by, interrompidos pela ação de terceiros, quartos e até quintos.
E eu mesmo, sem saber, tive minha vida interrompida, ao menos uma parte dela por mais de 20 anos. E uma série de fatos e acontecimentos, e a interferência de algumas pessoas, trouxeram-me ao ponto em que tudo parou, trouxeram-me de volta ao passado. A um passado que não interrompi. A um passado bonito que eu havia me esquecido vivendo o presente. A um passado que aprendí a não lamentar, que me foi tirado contra a vontade. E a vida, em avalanche vem atropelando tudo novamente. E agora não sei quais partes da minha vida vão parar e se partes da minha vida paradas a tantos anos andarão novamente.
Confesso que a ansiedade é tão grande quanto à dúvida.
Gente Humilde
Estivem ontem em uma residência simples, humilde, de uma senhora muito sofrida e trabalhadora. Uma senhora que já completou o seu ciclo de responsabilidades nesta vida, assim como tantas outras, e que agora vive em função dos filhos adultos e dos seus netos.
Uma senhora de poucas posses, poucas apresentações mas de muitas e boas palavras, uma senhora que não as economiza e que acima de tudo, realiza-se quando as transmite.
Esta senhora fez para minha família uma oração muito bonita, carregada de muita fé e otimismo.
Eu e minhas filhas andamos muito o dia inteiro de ontem mas jamais imaginaríamos estar alí naquele fim de tarde, início de noite. Era o último lugar que imaginávamos ir.
Então, não estavamos alí por acaso. Havia um propósito e havia muita bondade e espírito de família presente naquele momento. Parece que tudo convergiu para aquele lugar.
E como diria a música de Chico Buarque, Gente Humilde "E eu que não creio peço a Deus por minha gente, que gente humilde, que vontade de chorar"
Então, cabe neste caso um pensamento profundo pois muitas vezes direcionamos nossas orações para o caminho errado. Muitas vezes pedimos para nós, coisas que queremos e precisamos. Muitas vezes pedimos a Deus que Ele providencie benfeitorias na vida das pessoas mais necessitadas quando o caminho deveria ser exatamente o oposto.
Existe sim a felicidade e o contentamento em lares onde as pessoas não possuem luxo, conforto e comodidade. Existe sim o desentendimento, a raiva, a amargura e o rancor em lares onde luxo, conforto e comodidade estão sobrando.
Não é uma questão de posses, não é uma questão de dinheiro. Não é e nunca foi.
Tentar explicar cientificamente a infelicidade e o descontentamento nos levará a vários caminhos.
Biologicamente poderíamos medir os níveis de serotonina e a condição do cérebro e do sistema nervoso em produzí-la em condições eficazes. Poderia medir os níveis hormonais, a condição da hipófise, da tireóide.
Psicologicamente seriam necessárias várias e várias sessões para identificar a origem da falta de contentamento e felicidade para quem tem e teve tudo. Seria buscar o cerne do problema e a partir daí começar a tratá-lo.
Teologicamente o problema poderia ser atribuído a ausência do temor a Deus, a inversão da onipotência onde o homem seria o mais importante em detrimento à Palavra. Algumas vezes também o excesso de Deus onde o conhecimento único da Palavra impediria o desenvolvimento pessoa e familiar.
Porém a gente humilde tão bem cantada por Chico Buarque consegue ser feliz. A gente humilde consegue sorrir e encontrar bênçãos e qualidades em tudo o que se tem e até no que não se tem. A gente humilde consegue tempo, consegue se dar, compartilhar, dividir o pouco e o tudo. A gente humilde consegue comungar, consegue permanecer em comunhão. A gente humilde consegue encontrar a paz.
E sabem porque elas conseguem?
Acredito que elas conseguem encontrar a paz por que elas olham para a paz a dois metros de distância e não além de 20 anos. Os objetivos são traçados em centímetros e não em cifras. E os objetivos são aproveitados quando conseguidos. São sorvidos pela alma. São comemorados. E só depois pegam outro lápis, uma régua e traçam o próximo objetivo em centímetros e não em cifras.
E aquela laje batida no dia de domingo com churrasco para a vizinhança que ajudou, aquele carro com o para-lama amarrado com fio de cobre que transporta as compras do supermercado, aquele ônibus cheio e quente que leva e trás a criançada para a praia no domingo, aquela geladeira duas portas comprada em 18 vezes na Casas Bahia e paga com muito sacrifício, às vezes apenas para gelar a água, aquele refrigerante genérico de Coca Cola e a cervejinha sagrada do trabalhador.
E vão todos para suas igrejas, com suas melhores roupas, roupas de domingo, roupas de igreja mesmo.
E então eu, aqui, escrevendo este texto volto a agradecer àquela Senhora que abriu as suas portas com tanta humildade e sinceridade, que compartilhou seu pudim de leite conosco, que proferiu palavras com o coração.
E novamente lembro Chico Buarque e o completo (se é que isto seja possível)
"São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar"
É gente humilde sim, é gente feliz!
Gavetas
Lugarzinho mais misterioso do mundo é a nossa gaveta. As coisas lá dentro parecem se multiplicar inúmeras e inúmeras vezes além de nosso controle. E é lá dentro que encontramos e perdemos as coisas mais úteis e mais inúteis que existem. E elas são encontradas e perdidas inversamente proporcional à necessidade que temos delas.
Quando queremos muito algo e sabemos que guardamos na gaveta, este algo não estará lá.
Mas ele estará lá, como se nunca houvera saído quando deixar de ser útil.
E assim são nossas memórias, guardadas nas gavetas do cérebro. Estão todas lá, se acumulando, se achando e se perdendo.
Milhares e milhares de gavetinhas iguais, sem qualquer tipo de identificação, sem um catálogo de classificação, sem etiquetas.
Talvez seja por isso que muitas vezes temos preguiça de procurar uma boa lembrança e acabamos sempre abrindo a mesma gaveta de sempre.
Relembrar é preciso. Independente da lembrança, relembrar é o que faz a mente estar ativa, estar funcionando no raciocínio lógico. Relembrar é o que nos faz viver.
Porém, são tantas e tantas lembranças perdidas que sempre vamos na mesma gaveta, sempre vamos buscar a lembrança mais fácil pois sabemos onde ela está. Não nos damos o trabalho de buscar mais fundo, de trocar as lembranças de vez em quando. Costumamos dizer que ainda está fresco na memória. Mas se está fresco é por que nós estamos sempre cuidando da mesma lembrança.
Passamos então a sermos pessoas de poucas lembranças. Poucas lembranças boas, poucas lembranças ruins. Nos pegamos a estas lembranças como se fossem únicas e deixamos as outras gavetas fechadas.
Justificamos nossos erros, exaltamos nossos acertos justamente baseados nestas poucas gavetas abertas. Mostramos para as pessoas estas gavetas, contamos casos, choramos nossas mágoas mas as gavetas são sempre as mesmas. Não nos damos por completo por que não nos temos por completo.
Damos para as pessoas aquilo que achamos que somos. Com milhares de gavetas fechadas. E gavetas importantes onde estão guardadas as decisões, onde estão guardados os motivos, onde estão guardadas as consequências.
Convencionamos que lembranças são imagens, sons, e odores. Quando avivamos algo vem sempre o momento, vem sempre a cena em nossa cabeça. Os fatores que construíram a cena não são relembrados, os caminhos percorridos até chegar àquela cena que estamos lembrando estão em outra gaveta fechada. Assim as sinapses nunca são completadas conforme deveriam. Conseguimos interromper nossas lembranças e fechá-las noutra gaveta quando estas começam e nos fazer mal.
Quando nos sentimos tristes e principalmente culpados quando uma lembrança vem, logo a jogamos de encontro com uma gaveta aberta e a guardamos para, o que erradamente achamos, sempre!!!
Façamos então um exercício simples e divertido. Peguemos um bloco de etiquetas auto-adesivas, uma caneta, muita paciência, toda a coragem do mundo e passemos a abrir todas as gavetas possíveis de nossas lembranças.
Olhemos para dentro de cada uma delas por um átimo de segundo pois não precisa durar mais do que isso. Olhemos instantaneamente para o conteúdo de cada gaveta e escrevamos na etiqueta a sua categoria.
Esta é a única forma de completar as sinapses interrompidas em nossas vidas, esta é a única forma que temos de nos conhecer totalmente, esta é a única forma de entender por que agimos corretamente e incorretamente com as pessoas, esta é a única forma que temos de identificarmos o certo e o errado.
O simples exercício de abrir a gaveta e catalogar a lembrança alí dentro já nos torna pessoas mais justas pois fazendo isso, acharemos dentro de nosso passado vários culpados que não queríamos ver e vários inocentes pagando pelos erros que não cometeram.
Este simples exercício nos faz compreender e aceitar as consequências dos nossos atos, nos faz rever vários destes atos e até corrigí-los no presente.
O exercício de mexer no passado, abrir a gaveta de nossas lembranças nos faz ter a certeza de que um futuro melhor é possível. Um futuro cada vez melhor.
sábado, 15 de setembro de 2012
Doutor
Então eis que sobrou só o status. E eis que sobrou a penas a função.
Onde era motivo, onde era objetivo, onde era a vida, não passa de um pronome de tratamento.
Formalidade onde só havia cumplicidade, intimidade e comunhão.
E eis que restou apenas o respeito à outro indivíduo e mais nada.
E eis que haverá indiferença, repulsa, mágoa onde havia admiração e amor.
E eis que não haverá nada belo, nada lindo, não haverá sorrisos e nem preocupação.
E eis que as escolhas foram feitas, as cartas jogadas à mesa.
E eis que uma vida inteira fora colocada no lixo. Fora jogada fora.
E eis que não haverá o conjunto união, não haverá o conjunto intersecção. Haverá apenas o conjunto unitário.
E eis que não haverá a oração, a frase. Não haverá o sugeito, nem verbo nem predicado. haverá apenas a palavra.
E eis que não haverá a reação química, não haverá a substância, não haverá a molécula, não haverá o átomo, não haverá o elétron e o próton. Haverá apenas o nêutron.
E eis que não haverá a pontenciação, não haverá a multiplicação. Haverá apenas a divisão, a subtração.
E eis que não haverá a fotossíntese, não haverá a eliminação de oxigênio. Haverá apenas o CO².
E eis que do carbono não se fará diamante, apenas grafite.
E eis que os alquimistas não conseguirão jamais criar a matéria, não haverá manipulação. Haverá estática.
E eis que não haverá aceleração, não haverá movimento, haverá inércia.
E eis que não haverá a pessoa. Não haverá o adjetivo. Haverá apenas o pronome de tratamento. Haverá apenas o Vossa Exelência, Vossa Eminência, Vossa Alteza, Vossa Magnificência.
E eis que onde era tudo, não será mais nada.
E eis que onde era amor, será apenas, Doutor.
Onde era motivo, onde era objetivo, onde era a vida, não passa de um pronome de tratamento.
Formalidade onde só havia cumplicidade, intimidade e comunhão.
E eis que restou apenas o respeito à outro indivíduo e mais nada.
E eis que haverá indiferença, repulsa, mágoa onde havia admiração e amor.
E eis que não haverá nada belo, nada lindo, não haverá sorrisos e nem preocupação.
E eis que as escolhas foram feitas, as cartas jogadas à mesa.
E eis que uma vida inteira fora colocada no lixo. Fora jogada fora.
E eis que não haverá o conjunto união, não haverá o conjunto intersecção. Haverá apenas o conjunto unitário.
E eis que não haverá a oração, a frase. Não haverá o sugeito, nem verbo nem predicado. haverá apenas a palavra.
E eis que não haverá a reação química, não haverá a substância, não haverá a molécula, não haverá o átomo, não haverá o elétron e o próton. Haverá apenas o nêutron.
E eis que não haverá a pontenciação, não haverá a multiplicação. Haverá apenas a divisão, a subtração.
E eis que não haverá a fotossíntese, não haverá a eliminação de oxigênio. Haverá apenas o CO².
E eis que do carbono não se fará diamante, apenas grafite.
E eis que os alquimistas não conseguirão jamais criar a matéria, não haverá manipulação. Haverá estática.
E eis que não haverá aceleração, não haverá movimento, haverá inércia.
E eis que não haverá a pessoa. Não haverá o adjetivo. Haverá apenas o pronome de tratamento. Haverá apenas o Vossa Exelência, Vossa Eminência, Vossa Alteza, Vossa Magnificência.
E eis que onde era tudo, não será mais nada.
E eis que onde era amor, será apenas, Doutor.
Nova Fase
Boa noite
Depois de dois dias sem escrever, viajando, Colatina, Cachoeiro, Norte e Sul do ES, depois de um final de sexta e o dia de sábado com o Cunhado, Esposa e Filhos, e minhas filhas, e torneio de Voley, Catequese, Pronto Socorro, Aurinha (obrigado pela oração) e quase 400 km rodados, estou em casa.
Então, parei na frete da tela inicial do blog e pensei sobre o que poderia escrever hoje. Bem, como sempre falo a realidade e sempre abro a minha vida a todos, resolví dizer que a partir de hoje o blog irá mudar de concepção. O blog deixará de ser o blog de um guerreiro para ser um blog mais próximo da realidade direta.
Talvez vocês sintam uma mudança, não de palavras ou de sinceridade, porém talvez quem me segue aqui perceba que meus textos serão mais soturnos, menos floreados, menos esperançosos e sem um falso realismo em relação ao que tem ocorrido no dia a dia.
Desde a sua criação, desde o dia que resolví escrever, meus textos jamais foram ofensivos, grossos, mal educados ou ameaçadores. Além do blog, os torpedos e emails enviados também não eram assim. Telefonemas não existiram e eu também os evitava. Quando fazia uso deste recurso, era apenas para colocar ao fundo uma bela música. Apenas uma bela música que ora relembrava bons momentos, ora transmitia meus sentimentos pontuais através de sua letra.
Fui, dentro do que poderia ser, pacífico, calmo, ponderado em minhas atitudes. Mas, mesmo a massa de pão apanha até um certo momento que está pronta para ir para o forno.
Pronto. Estou pronto para ir ao forno. Fui sovado, misturado, remexido e agora estou no forno. Com ou sem tempero, com ou sem fermento, assim que eu estiver pronto para ser servido, meu gosto será de acordo com o padeiro que trabalhou sobre meus ingredientes.
O padeiro terá de mim a massa que preparou. Não vou fugir à luta. Estou pronto para encarar tudo o que vier. Agora, vale a lei da ação e reação.
Colocou sal na massa, terá pão francês, colocou açúcar, o pão será doce. Passou mel, polvilhou, terá pão de mel.
Assinar:
Postagens (Atom)

























